quarta-feira, 17 de março de 2010

Top 5: Os Lugares mais perigosos dos Mythos

Esse artigo é para quem quer passar férias... no inferno.

A Mitologia de Cthulhu é rica em lugares realmente assustadores, paragens assustadoras e locais onde apenas os mais fortes sobrevivem e mesmo assim apenas se tiverem sorte, astúcia e muita sanidade.

Há lugares tão tenebrosos, dantescos, assustadores e horríveis que a menção de seus nomes é o bastante para gelar o sangue nas veias. Quem dirá explorar esses lugares malditos.

Bem, aqui está a lista dos lugares mais perigosos dentro da mitologia de Cthulhu. Preparem suas malas e antes de viajar façam seu testamento.

Quinta Posição - Goatswood, Severn Valley




Fundada nos primeiros anos do século XIV, nas proximidades de Brichester, no assombrado Vale de Severn, Goatswood à primeira vista não passa de um típico vilarejo rural no interior da Inglaterra. Mas basta olhar de perto e certas coisas saltam aos olhos...

Para começar, as pessoas que residem nas cidades vizinhas evitam Goatswood, uma vez que visitantes tem o estranho hábito de desaparecer sem deixar vestígios. Os habitantes de Goatswood, indivíduos que guardam desconcertante semelhança física com bodes, fazem parte de um abominável culto religioso devotado a Shub-Niggurath. Pior ainda, Goatswood é tido como um lugar sagrado para a Deusa, pois guarda o artefato conhecido como "As Lentes da Lua" (Moon Lens).

De tempos em tempos, a congregação de Goatswood se reúne em torno das "Lentes da Lua" para que a Mãe Negra, abençoe seus ritos orgiásticos e sangrentos e para que o horrível Guardião receba seus sacrifícios. Acredite, se você estiver viajando pela alegre Inglaterra, não vai querer estragar suas férias conhecendo esse povoado mau afamado.

Quarta Posição - Carcosa




Carcosa é uma cidade alienígena localizada nas Hyades, às margens do plácido Lago de Hali. No céu escuro despontam dois sóis um verde e outro vermelho e as estrelas parecem estranhas e ameaçadoras no firmamento.

A cidade é uma metrópole que se estende a perder de vista com prédios altos e negros, palacetes, largas avenidas e praças. Segundo alguns, o estilo das edificações em Carcosa guarda similaridade com a arquitetura renascentista. Contudo, é posssível que a percepção dos visitantes seja profundamente alterada pelos inexplicáveis eventos, sons e paisagens que se experimenta ao explorar esse lugar absurdo.

Carcosa não é um bom lugar para aqueles que tem muita imaginação, uma vez que o lugar parece se moldar de acordo com as expectativas do visitante. Por exemplo digamos que um visitante passa pela estátua de um guerreiro numa praça, quando a vislumbrar uma vez mais esta pode parecer bem diferente: a figura pode estar em uma outra pose, pode parecer ter envelhecido ou ainda estar quebrada. Isso faz parte do caráter eterno de Carcosa, que existe em diferentes épocas todas elas podendo ser visitadas ao mesmo tempo.

Cruzando o profundo lago de Hali, habitado por colossais monstros pálidos, chega-se ao majestoso Palácio de Yhtill, onde a vinda do Rei Amarelo é encenada pela eternidade. Dizem que a trágica peça teatral, descrita no livro "O Rei Amarelo", é repetida há milênios para que ninguém jamais esqueça o destino dos Reinos visitados pelo Rei vestido em trapos.

Terceira Posição - Câmaras de Zin




Os túneis que compõem o complexo de cavernas de Zin levam o visitante a um vasto mundo subterrâneo. Acredita-se que as Câmaras ocupem ao mesmo tempo um lugar no Mundo Real e na Terra dos Sonhos. Certas porções dessas cavernas são iluminadas por luzes espectrais avermelhadas e são tão vastas que contém cidades inteiras construídas por raças inumanas há incontáveis eras.

Os homens de K'n-yan encontram os Manuscritos de Yoth no interior dessas cavernas e a partir deles aprenderam os segredos da magia e da ciência. Essa tribo habitou por muitos séculos as cavernas de calcário no oeste do estado americano de Oklahoma. Supõe-se que em algum local dessas cavernas exista uma entrada para as Câmaras de Zin. Outros passagens estariam localizadas no Mosteiro de Leng e nas perigosas ruínas da Cidade dos Gugs. Há rumores que Irem, a Cidade dos Pilares, também possui um acesso secreto.

As cavernas são habitadas por uma raça de humanóides albinos monstruosos, chamados Ghasts. Essas criaturas selvagens vivem em tribos e caçam tanto humanos quanto Gugs para servir como alimento. Encontrar Ghasts é apenas uma das preocupações do explorador desse mundo subterrâneo. As horríveis Crias de Azathoth, os bestiais Gugs, os famintos Ghouls e as abomináveis Aranhas de Leng, também são moradortes habituais desses túneis intermináveis.

Um dos sete volumes dos Livros Cripticos de Hsan, contém uma descrição detalhada de muitas das câmaras, bem como um feitiço que permite dominar as Crias de Azathoth. Poucos homens que adentraram esse Reino Profundo conseguiu retornar para contar suas desventuras.

Segunda Posição - Platô de Leng




Estudiosos ainda hoje discutem sobre a verdadeira localização do mítico Platô de Leng. Para alguns o local fica na Ásia Central, enquanto outros propõem que ele se localiza nas profundezas de Burma ou mesmo nos arredores da Província de Xinjiang na China.

Não importa onde se localize exatamente, o Platô de Leng é um dos lugares mais perigosos do mundo, uma vez que seus habitantes - os terríveis Tcho-Tcho, não toleram a presença de forasteiros. Muitas dessas tribos são canibais e seus membros participam de cultos devotados aos horrores dos Mitos ancestrais. Há séculos, essa raça de homens primitivos e ferozes, habitou a grande cidadela de Sarkomand ao sul do Platô e enfrentou a ameaça das imensas aranhas que habitam os vales no entorno do platô. Com o tempo, eles se tornaram cada vez mais primitivos, passando a viver em pequenas aldeias e entregando-se de corpo e alma aos seus sangrentos rituais, ao genocídio e feitiçaria.

Expedições que buscaram a localização do Platô falharam horrivelmente na empreitada. Grupos inteiros de bravos exploradores simplesmente desapareceram vencidos pelo clima implacável, pelas emboscadas dos Tcho-Tcho ou pela ação de coisas ainda piores que espreitam nesse lugar amaldiçoado.

Além da presença nefasta dos Tcho-Tcho, Leng oferece outros perigos. Muitos livros apontam o local como uma Encruzilhada entre os mundos que permite a entrada física na Terra dos Sonhos. Mas como se trata de um portal, Leng permite o acesso de criaturas e entidades ao Mundo Real. Além das já citadas Aranhas de Leng que tecem suas teias no interior labiríntico do platô, os gigantescos Shantaks e misteriosos Nightgaunts voam livremente sobre as colinas enevoadas.

Nesse território fronteiriço, outras entidades perigosas como as Moon Beasts e ghouls podem ser encontrados buscando escravos e presas. Ser capturado por qualquer dessas duas espécies é certeza de uma morte lenta e dolorosa. Ainda mais insidioso é o perigo representado pelos devassos Homens de Leng, humanóides que vestem pesados robes que tentam disfarçar os pés terminando em cascos e os chifres em suas cabeças.

Randolph Carter, um dos mais experientes exploradores da Terra dos Sonhos, vagou por essa região em sua jornada. Sua crônica é uma das únicas narrativas confiáveis sobre os horrores do Platô de Leng.


Primeira Posição - R'Lyeh



A cidade submersa de R'Lyeh se localiza precisamente nas coordenadas 47 graus 9' S, 126 graus 43' W no Pacífico Sul. A cidadela ciclópica de pedra recoberta pelo musgo e limo das eras e pelos hieróglifos da distante Xoth, foi erguida por Cthulhu e seus seguidores milhões de anos antes do surgimento do homem. Por milênios ela foi usada na guerra empreendida contra os Elder Things, mas quando as estrelas condenaram Cthulhu e suas crias ao sono das eras, R'lyeh se tornou sua tumba.

Embora R'lyeh tenha afundado nas profundezas do Oceano Pacífico, de tempos em tempos a cidade emerge por um curto período de tempo. Nessas ocasiões, os sonhos de Cthulhu se tornam mais fortes causando epidemias de fanatismo religioso, insanidade e perturbação ao redor do mundo.

Exploradores e curiosos que avistaram os restos da medonha cidadela a descreveram como uma espécie de sepulcro ancestral. Enormes prédios erguidos com blocos colossais de pedra esverdeada compõem a tétrica paisagem. Estas edificações não obedecem a uma lógica geométrica euclidiana, gerando ângulos impossíveis que causam a demência e a insanidade naqueles que os observam demasiadamente. Explorar a cidadela é uma tarefa quase impossível em decorrência dessa arquitetura enloquecedora e se afastar demais de um ponto de origem é quase certeza de se perder em suas vielas tortuosas. Sobreviventes citaram ainda a existência de entidades monstruosas dotadas de tentáculos, que vagam pela cidadela arrastando os visitantes para grotões e fossos escuros onde desaparecem para sempre.

No centro da ilha, ocupando o ponto mais elevado, encontra-se o gigantesco mausoléu de Cthulhu com as portas barradas pelos selos ancestrais. A presença do Grande Cthulhu pode ser sentida nesse lugar mais forte do que em qualquer outro no mundo, as emanações psíquicas da entidade são tão poderosas que indivíduos foram levados à loucura meramente por estarem próximos ao portão. Na história apenas os ignorantes ou estúpidos, foram tolos o bastante para abrir as portas dessa tumba, e os resultados sempre foram desastrosos.

Sabe-se que em ocasiões especiais, o Grande Cthulhu desperta por um curto período de tempo antes que as estrelas o obriguem a retornar ao seu sono. Estar em R'lyeh e testemunhar esse evento talvez seja a mais tenebrosa experiência pela qual alguém pode passar.

Menção Honrosa - A Corte de Azathoth




Em termos de terror impossível, nada pode ser comparado a um vislumbre da Corte de Azathoth. Ocupando algum lugar entre o tempo e espaço, a Corte existe no que se convencionou chamar de O Centro do Universo pois acredita-se que foi ali que se deu a criação do cosmo e ali que se dará o fim de tudo o que existe.

Azathoth, a entidade cega e obtusa, que segundo o conhecimento dos Mitos deflagrou a criação do Universo, ocupa o centro dessa corte composta de milhares de divindades menores que giram e evoluem ao seu redor como em uma dança cósmica ao som de flautas que recriam a música das esferas. Essas criaturas sem mente são servidas em todos os seus desejos por Nyarlathotep, chamado de a alma e a mente dos Deuses Exteriores.

Não se tem registro de seres humanos que tenham se aventurado por essa região, mas alguns tomos de conhecimento oculto atestam a sua existência. É possível que tal conhecimento tenha sido obtido através das palavras do próprio Nyarlathotep, em uma espécie de piada cósmica.

Afinal, apenas uma piada poderia justificar uma revelação de tamanha proporção a mentes frágeis como a dos humanos.

5 comentários:

  1. Incrível!
    Gostei demais das descrições, mesmo que curtas, será que não rola posts individuais para cada localidade citada? :)

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  2. Ahhh, Platô de Leng...
    Um exemplar de A Procura de Kadath foi uma excelente companhia nas férias de 1999...

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  3. Muito bom Luciano!

    Só por curiosidade, qual conto de Lovecraft fala de Goatswood, Severn Valley?

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  4. Eu tremo só de ouvir falar em Asilo Arkham, imagine o resto!

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