segunda-feira, 17 de maio de 2010

Artefatos Misteriosos - Uma coleção de estranhas descobertas arqueológicas

Já que o artigo sobre Von Deniken aguçou a curiosidade de muitos, aqui vai um artigo que examina alguns artefatos arqueológicos cuja origem continua um enigma.

O cryptozoólogo Ivan Sanderson chamou esses objetos misteriosos de OOPA, as iniciais para "Out of Place Artifact" (Artefatos fora de lugar). São estes objetos que foram descobertos em áreas ou épocas que não correspondem a sua existência. Ou seja, eles não poderiam/deveriam existir, mas sua descoberta contraria noções arqueológicas e antropológicas consagradas.

O termo "out-of-place artifact" raramente é utilizado por cientistas e estudiosos conceituados, mas é uma expressão corrente entre crisptozoologistas e defensores das teorias a respeito de "Deuses Astronautas". Para estes teóricos apenas povos com tecnologia superior seriam capazes de construir esses artefatos cuja mera existência desafia conhecimentos e intriga especialistas.

A seguir uma lista de OOPAs:

Ferro de Wolfsegg (Cubo de Salzburg)

Descoberto nas proximidades da cidade austríaca de Wolfsegg no ano de 1886 por engenheiros em uma mina de carvão. O objeto é uma massa de ferro de formato cúbico, pesando pouco menos de um quilo e medindo aproximadamente 10 centímetros. O cubo foi encontrado na camada terciária do solo que corresponde ao período geológico de 65 a 1.8 milhões de anos, na Era Cenozóica.
Em um primeiro momento, acreditava-se que o cubo era um metoro, mas análises posteriores descartaram essa hipótese. Pelos estudos, o metal parece ter sido moldado no formato atual.

Segundo os teóricos, o Cubo de Salzburg seria um OOPA dada a sua antiguidade. Ele seria parte integrante de um engenho ou maquinário de origem alienígena. Especialistas supõem que a peça não seja tão antiga quanto se imagina. Em 1910, o Cubo desapareceu do Museu de Salzburg o que aguçou a curiosidade do público a respeito dele. Anos depois ele foi localizado no Heimathaus Museum em Vöcklabruck, Austria.

Pedras ou Discos de Dropa

A história das pedras de Dropa se inicia em 1938 quando uma expedição arqueológica liderada por Chi Pu Tei investigava a remota região das montanhas de Baian-Kara-Ula na fronteira entre China e Tibet. Os arqueólogos descobriram cavernas que apresentavam indícios de ocupação por povos primitivos. Os artefatos recuperados nessas cavernas são bastante estranhos e controversos. As cavernas continham uma série de sepulturas e as paredes eram decoradas com desenhos mostrando pessoas com cabeças alongadas e imagens do sol, da lua e das estrelas. Os arqueólogos também encontraram pedras redondas na forma de discos de aproximadamente 30 centímetros de diâmetro com um furo no centro. Ao redor destes discos haviam entalhes e símbolos de origem desconhecida que para alguns compunham um intrincado alfabeto.

Segundo rumores a Universidade de Beijing enviou especialistas para estudar a descoberta não confirmada de centenas de outros discos que formariam uma espécie de biblioteca. Os artefatos teriam sido transportados para a Universidade, mas roubados pelos japoneses durante sua ocupação na Segunda Guerra Mundial.

Na década de 60 surgiram documentos e fotos retratando os misteriosos Discos de Dropa. Para alguns teóricos, os discos continham a completa narrativa sobre a queda de uma espaçonave no local por volta de 12.000 anos no passado. Os sobreviventes do acidente teriam sido venerados pelos primitivos habitantes da região e ensinado uma série de avanços tecnológicos. Os alienígenas teriam ainda se adaptado à vida no planeta e se misturado com seres humanos que usaram a tecnologia dessa raça para gravar em pedras perfeitamente cortadas a sua história.

Fuente Magna

A Fuente Magna ou Fonte Magna, é uma espécie de bacia feita de pedra descoberta nas proximidades do Lago Titikaka na Bolívia na década de 50. O objeto é adornado com uma infinidade de inscrições que alguns acreditam ter ligação com caracteres sumérios, proto-sumérios e mesopotâmicos.

O objeto estava enterrado em uma região habitada no passado por tribos e tida como sagrada. Possivelmente a bacia era usada em rituais religiosos como uma bacia de libação, usada para lavar impurezas tanto no corpo quanto no espírito.

Acredita-se que os caracteres seriam uma prova de que povos antigos já haviam realizado contato entre si. Para outros, a Fuente Magna teria a mesma função da Pedra de Rosetta, servindo para traduzir idiomas. A parte central do objeto possui caracteres cuja origem é totalmente desconhecida.

Esfera de Klerksdorp

Estes curiosos objetos foram encontrados em uma jazida de Pirofosfato e Pirita datada de 3 bilhões de anos de idade em Ottadal, Africa do Sul.

São curiosas esferas metálicas de 0.5 a 10 centímetros de diâmetro contendo curiosas ranhuras laterais que circunscrevem todo o entorno do objeto. As esferas possuem uma coloração castanha avermelhada em um tom que é incomum na hematita, substância da qual as esferas são formadas.

Geólogos acreditam que as esferas tenham se formado através de fissão e relaxamento de camadas de solo. Contudo são as ranhuras laterais que despertam o interesse e a curiosidade dos especialistas. Os teóricos do OOPA, acreditam que as esferas e as ranhuras desempenhavam uma função em alguns tipo de máquina desconhecida. As ranhuras teriam sido deixadas por um sistema de leitura alienígena, como um código de barras.


Especialistas acreditam que a natureza poderia produzir ranhuras semelhantes que embora curiosas nada tem de anormal. As esferas foram estudadas à fundo e se encontram expostas em vários museus tanto na África do Sul quanto na Europa e América.


Vaso de Dorchester

O Vaso ou pote de Dorchester é um objeto metálico recuperado em duas partes após uma explosão em uma pedreira em Dorchester, Massachusetts no ano de 1852. De acordo com relatos da época colhidos pelo jornal Boston Transcript, as duas peças foram encontradas, em meio aos restos da explosão.

Aparentemente o vaso estava no interior da pedra em um pedaço sólido de conglomerado e granito a cerca de 5 metros de profundidade.

O objeto em questão tem um formato semelhate a um sino com exatamente 11.5 cm de altura por 16.5 cm de diâmetro na base e 6.4 cm de diâmetro na parte superior. O corpo do vaso é feito de uma liga de zinco na coloração prateada. As testemunhas descreveram curiosos símbolos ao redor do vaso com motivos florais e curiosas marcas semelhantes a arabescos que sugerem um estranho idioma. Especialistas da época afirmaram que o objeto teria aproximadamente 100,000 anos e ele foi mostrado como uma descoberta sensacional.

Por algum tempo o vaso ficou em exposição no Museu de História natural de Dorchester. Acreditava-se que ele fosse uma relíquia pertencente a uma civilização avançada que o havia depositado em rocha para ser encontrado no futuro distante. Rumores a respeito de estranha luminosidade e de capacidades magnéticas cercaram o vaso por décadas.

Estudos posteriores afirmaram o "Vaso" não era tão antigo quanto se supunha e que possivelmente não passava de um simples objeto de adorno (talvez um mero castiçal) abandonado em local improvável até ser desalojado pela explosão.

Teóricos, no entanto, acreditam que o Vaso de Dorchester é prova inequívoca de que uma civilização avançada, capaz de dominar técnicas de metalugia complexa criou o objeto por alguma razão obscura e o depositou no interior da rocha.

Crânios de Cristal

Estes talvez sejam os OOPA mais enigmáticos de que se tem notícia e sua origem sempre povoou o imáginário popular desde a descoberta dos primeiros exemplares.

Os crânios de Cristal são peças magníficas de origem Mesoamericana moldadas em cristal de quartzo e supostamente descobertas em escavações arqueológicas no Peru. Eles teriam importância religiosa e seriam usados em diversos rituais sagrados. Especialistas acreditam que eles estariam ligados às civilizações Maia e Asteca, uma vez que estes povos tinham grande fascínio por representações de crânios humanos.

A técnica empregada para moldar esses crânios é desconhecida, segundo especialistas nenhuma civilização mesoamericana teria tecnologia ou o equipamento necessário para dar forma tão detalhada às peças de cristal. O tipo de cristal também chama a atenção, uma vez que ele não é natural das regiões habitadas por essas civilizações, sendo típico do Brasil e do Madagascar. Estudiosos apontaram para possíveis falsificações feitas na Alemanha no século XIX, a partir de peças extraídas de jazidas de quartzo no Brasil.

Tem-se conhecimento de 13 crânios de cristal em exposição em museus e coleções ao redor do mundo. A peça no Museu Britânico e em Paris teria sido descoberta e negociada pelo antiquário francês Eugene Boban, que viveu no México entre 1860 e 1880. A peça no Museu Britânico foi transitou pela Europa em coleções particulares até ser adquirida pelo Museu, já a peça atualmente no Musée de l"Homme de Paris foi doada pelo etinógrafo Alphonse Pinart, que a comprou de Boban.

Um criterioso estudo empreendido pelo Smithsonian Institute concluiu que os crânios de cristal seriam peças contemporâneas ao século XIX. De acordo com o Smithsonian, Boban adquiriu os crânios de cristal de um joalheiro na Alemanhahe, levado para o México e vendido como artefatos descobertos em ruínas e cidades perdidas.

Muitos no entanto acreditam que os crânios de cristal são artefatos legítimos cuja origem pode estar ligada a civilizações alienígenas. Estudiosos do Paranormal acreditam que os crãnios são capazes de proporcionar visões, curar (ou causar) câncer e despertar capacidades premonitórias.

Os Crânios de Cristal ganharam notoriedade nos anos 20 e 30. Várias peças consideradas como grotescas cópias foram descobertas e comercializadas na América Central. Há rumores que a Sociedade Thule, ligada ao regime nazista, teria tencionado adquirir Cânios de Cristal para seus estudos do ocultismo. Na ocasião da doença da Rainha Victoria, um místico chegou a receitar que um crânio de Cristal fosse usado para remover a doença do corpo da soberana.

Em 1931, uma peça teatral mostrava o Rei Felipe II da Espanha mirando nos olhos de um crânio de cristal para assistir a derrocada da Invencível Armada no ataque à Inglaterra. Na mesma época, os poderes sobrenaturais dos Crânios de Cristal foram motivo de estudos na comunidade científica que publicou artigos escritos por pesquisadores conceituados a respeito dos poderes dos misteriosos artefatos.

15 comentários:

  1. Muito f@da!!!! Ótimo para dar ideias.

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  2. pode parecer rídiculo o que vou escrever mais este crânio pode ter o poder de para quem tocar causar um tipo de tormenta na cabeça e passar árias imagens abstratas e intrigantes mais que sente a serteza de que as imagens abstratas são do passado!!

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  3. Interessante saber da existência de itens assim. Se puderem colocar outros seria muito bom. Cada um deles serve de inspiração para aventuras!

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  4. essas coisas mexem com o nosso imaginário... é sem dúvida muito intrigante...

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  5. ...só faltou a máquina de Antikythera :
    http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina_de_Antic%C3%ADtera

    No mais, disso tudo aí eu só conhecia o crânio de cristal (que tem tudo para ser falso).

    Legal o texto, e o blog.
    abraços,
    Camilo.

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  6. o crânio parece falso mesmo de vidro, mas os outros artefatos parece de verdade.. muito bom mesmo.. Obrigado por compartilhar .. abraços...

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  7. Quem se interessou pode baixar este ebook:

    Michael A. Cremo e Richard L. Thompson - A História Secreta da Raça Humana

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  8. Ei, sabem de uma cabeça de pedra que está presa entre escombros colocados de modo que podem quebrar a tal cabeça pétrea? Está em uma armação de pedregulhos regulares e dispostos em uma série aleatória (!) que acho matemático!
    De onde vi, não sei, mas tenho um pedaço de papel com a imagem desta mesma cabeça e foi oferecido por um amigo ( que agora enlouqueceu e vive pedindo dinheiro na rua...) - e é exatamente aquilo que disse acima.
    Quando a vi achei estranho e mais pareceu-me artificial ou quase artístico. Porém fica impossível fazer com precisão aquela disposição. Se a tirarem ela se quebra!
    Até hoje não sei de onde vem a imagem, mas eu a escaneei e tenho aqui em arquivo no HD. Pena que meu amigo (sic) nunca disse de onde tirou aquele recorte, pois é isso que me intriga. De que livrou recortou eu desconheço e NUNCA soube até agora o
    motivo da existência dessa descoberta...
    Estou há semanas tentando achar informação aqui na rede e quanto mais longe eu vou NÃO ACHO NADA!
    Alguém se habilita em ver a imagem ( que não é em hipótese alguma obra de Photoshop)?

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    1. edersonbcosta@gmail.com
      Tenho interesse em ver essa imagem e quem sabe te ajude adescobrir o que é.

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  9. me envie uma copia desta imagem renatohpinto@yahoo.com.br

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  10. Estou com dificuldade de escaneá-la e o papel que tem a imagem estraga rápido a cada mexida para aprontar o escaneamento posterior. Vou ver se alguém me empreste um scanner de mão para fazer com mais precisão!
    Dentro de meses voltarei e um tratamento cardio-respiratório faz a demora me angustiar, Olha, a cabeça está voltada para baixo a quinze centimetros ( acho eu ) do chão e meio metro de circunferência de pedras bem escolhidas e com mesmo peso ( ainda acho ) a contorná-la de maneira difícil e estranha! E é só uma descrição, e parece que o "crânio" de pedra é de granito!!! Já perdi e recuperei essa foto umas duas vezes, vê se pode...

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