sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Algo estranho nos céus - Na Idade Média a Verdade já estava lá fora!


Adaptado de um artigo do site Io9


A Arte Medieval às vezes pode ser surpreendente, com suas cores ricas e temas expressivos. Ela é um dos melhores registros dessa era conturbada. Mas, às vezes, ao apreciar essas obras você é pego de surpresa ao perceber a presença de coisas inusitadas no fundo das imagens. Coisas que ninguém esperaria encontrar em um quadro do século XIV, como por exemplo, objetos voadores.
É incrível como a arte desse período é frequentada por imagens desses estranhos objetos, vagando pelos céus como testemunhas dos importantes acontecimentos retratados. Em vários quadros eles podem ser vistos: discos reluzentes lançando raios ou veículos esféricos flutuantes.


Imagine que você está andando pelas ruas de Metohia, na República da Sérvia e decide visitar o Mosteiro Decani Visoki, um prédio que atrai milhares de turistas anualmente. Você se deixa envolver pela atmosfera medieval, examinando a bela arquitetura do prédio, construído em 1330 para hospedar o sarcófago de madeira pertencente ao Rei Stefan. A medida que avança na direção do altar, sua atenção é atraída para o magnífico afresco acima dele retratando a crucificação de Cristo. A placa informa que o painel foi concluído no ano de 1350. Observando com um pouco mais de atenção, é impossível deixar de perceber algo deslocado na imagem. Algo que não parece certo. 


No alto dela, há um tipo de objeto voador, uma espécie de bola de fogo reluzente emanando luminosidade e que carrega em seu interior uma pessoa enquanto voa pelo céu. Muitos supõem que se trata da representação de um cometa, cuja cauda deixa um rastro atrás de si, mas outros poderiam insinuar que parece um veículo tripulado voando velozmente.



Mas isso não é tudo! Do outro lado, no mesmo afresco, há uma representação curiosa, uma espécie de embarcação arredondada com um cone pontudo na frente (semelhante a um foguete?) e uma espécie de cockpit onde viaja outra figura humana. Na parte de trás desse "veículo" há três pontas que parecem suportes de pouso. A forma e estética são tão familiares e contemporâneas que é impossível ver a imagem e tratá-la como algo além de uma nave espacial.



Muitos tentam descreditar as imagens afirmando que elas poderiam representar anjos ou outras entidades celestiais, contudo duas características tradicionais dos anjos retratados no período não estão presentes: asas e auréolas. Além disso, quem já ouviu falar de anjos usando algo além de suas asas para voar? E que símbolo curioso em forma de estrela seria aquele na fuselagem de um dos veículos? O que ele representa e de onde o artista tirou a inspiração para criá-lo?

Essa é uma das pinturas mais famosas de OVNIs presentes na arte medieval e renascentista, mas está longe de ser a única obra apresentando algo estranho no céu. Há outras obras igualmente enigmáticas.

No impressionante quadro intitulado "O Batismo de Cristo" do artista flamenco Aert De Gelder, pintado em 1710 pode-se ver claramente um objeto prateado e arredondado, lançando o que parecem ser luzes sobre João Batista e Cristo às margens do Rio Jordão. Os personagens centrais são totalmente iluminados por essa luz que obviamente emana desse objeto. O que teria inspirado o artista a pintar tal coisa que não é mencionada nas escrituras?



Na galeria do Palazzo Vecchio de Florença, existe um famoso quadro da Escola Lippi, cujo autor permanece desconhecido. Chamada de "A Virgem com Santo Giovannino" a pintura à óleo data do século XV. Sobre o ombro esquerdo da Virgem Maria pode ser visto um objeto brilhante em forma de disco, flutuando no céu sem nuvens.



Examinando com mais cuidado, é possível perceber um homem mais atrás, que observa o objeto cuidadosamente, inclusive protegendo os olhos com a mão para vê-lo com mais clareza. De qualquer perspectiva, o objeto parece estar em uma posição de observação da cena. Ao lado do homem, há um cão de boca aberta que também olha para o céu. O animal parece estar latindo, como se estivesse estranhando aquele estranho objeto. 

Outra coisa que chama a atenção é a presença de uma silhueta ao lado do observador e do cão. Essa silhueta encontra-se borrada como se tivesse sido retocada várias vezes ou até mesmo ocultada. O que seria originalmente esta forma nebulosa?


Em meados de 1400, o artista florentino Masolino de Panicale pintou "O Milagre da Neve", obra que atualmente adorna a Igreja de Santa Maria Maggiore. Ela mostra Jesus e a Virgem Maria em uma espécie de nuvem lenticular (chata e circular), quase como uma imagem projetada nos céus. Abaixo deles, uma frota de estranhos objetos em forma de disco parecem escoltá-los preenchendo o horizonte com sua presença inexplicável.


Esta pintura de autoria desconhecida adorna um gaveteiro e peça de mobiliário pertencente ao Conde D'Oltremond um nobre da Bélgica. Trata-se de uma obra do século XVII, que detalha Moisés recebendo as tábuas contendo os Dez Mandamentos. Moisés é retratado com chifres de fogo em seus cabelos, um erro comum de interpretação de uma passagem da Bíblia que reputa ao patriarca essa estranha peculiaridade. Mais estranho, no entanto são os objetos voadores na paisagem atrás dele. Alguns destes objetos parecem ter uma forma arredondada e deixam um rastro de luz a medida que passam. 


Essa obra também é muito conhecida e causa uma impressão inquietante. Chamada de "A Anunciação com Santo Emidio" ela foi pintada por Carlo Crivelli em 1486 e está atualmente em exposição na Galeria Nacional de Londres. A cena retrata o momento em que a Virgem Maria recebe a notícia que será a mãe do Salvador Jesus Cristo, um momento importante na história da cristandade.


Muitas coisas curiosas parecem estar acontecendo ao mesmo tempo nessa tela à óleo. Um objeto voador prateado aparece no céu e lança uma espécie de raio luminoso que atravessa a parede da casa e atinge a cabeça de Maria. Para muitos seria Deus ou o Anjo Gabriel dando a Maria ciência de que ela havia sido escolhida. É curioso que na Bíblia, a anunciação ocorre com o Anjo manifestando-se fisicamente, não através de um misterioso raio luminoso lançado por um objeto em forma de disco. 

Além disso, a Bíblia não cita testemunhas desse acontecimento. No entanto, no alto dos prédios vizinhos pessoas observam o estranho objeto e apontam para o céu como se intrigadas se perguntassem "o que é aquela forma estranha"?

O quadro possui além disso uma série de símbolos enigmáticos e glifos de origem desconhecida que ainda confundem os especialistas e criptólogos. 


No detalhe, é possível perceber que o objeto claramente tem um formato de disco e que o raio de coloração amarelada é projetado a partir dele na direção da virgem que de nada suspeita. O céu também parece agitado, as nuvens estão fora de lugar como se a presença do objeto tivesse de alguma forma perturbado os céus. Talvez seja isso que as pessoas observam impressionadas.

É interessante notar que em quase todo esses quadros, é dia e as condições de observação do firmamento são boas permitindo uma visão privilegiada dos objetos. Eles não parecem se esconder em momento algum.


A "Assunção da Virgem" de autor desconhecido, mas datado como sendo de meados de 1490. Essa gravura mostra intrigantes "nuvens" no formato de discos. Poderiam tantas formas voadoras curiosas surgir de uma única vez nos céus? O que esses objetos estariam fazendo nos céus e qual o interesse deles em testemunhar acontecimentos importantes nas escrituras cristãs.

Mas não apenas cenas religiosas apresentam inexplicáveis formas voadoras nos céus. Existem pinturas medievais e renascentistas em que tais objetos são retratados detalhadamente, cenas que se referem a avistamentos de coisas inexplicáveis vagando pelos céus, criando confusão e pânico em testemunhas estupefatas.

Essas duas tapeçarias francesas são contemporâneas do século XV. Ambas estão em exposição na Basílica de Notre Dame em Beaune, Burgundia e mostram cenas do cotidiano de damas da mais alta nobreza. As duas mostram também objetos em forma de chapéu que podem ser vistos claramente voando no céu. O que representariam esses objetos não identificados e não relacionados com nada que pudesse existir na época em que a obra foi realizada?

Apesar dos objetos aparecerem de modo discreto, é impossível que as pessoas na imagem não  percebessem sua presença. Elas parecem não se importar com sua aparição.    

Essa tela de Samuel Coccius também é bastante conhecida por retratar um acontecimento inexplicável que teria sido testemunhado por uma multidão de pessoas na cidade de BaselSuíça em 1566. Segundo cronistas da época inúmeros globos flamejantes cortaram os céus, sendo perseguidos por outros globos de coloração escura. Houve uma espécie de batalha aérea sobre a cidade com estrondo semelhante a trovões e explosões como nunca antes vistas.

O fenômeno permaneceu por várias horas deixando a população em pânico. De repente, os globos convergiram para o céu e desapareceram sem deixar rastro.  


Vários estudiosos e autoridades religiosas deliberaram sobre o que havia acontecido e chegaram a enviar um ofício para o Arcebispo pedindo orações e proteção. A tela de Coccius representa o que os moradores de Basel viram naquele estranho dia. Atualmente ela se encontra na Coleção Wickiana, na Biblioteca Nacional de Zurique.


Um fenômeno semelhante dominou os céus da cidade de Hamburgo, na Alemanha em 4 de novembro de 1697. Enormes objetos descritos por testemunhas como "grandes rodas brilhantes de carruagem" surgiram nos céus girando e fazendo vôos rasantes sobre os prédios.

Testemunhas escreveram na época que as pessoas saíram às ruas para ver os estranhos objetos que iluminavam a noite e que puderam ser vistos até as primeiras horas da manhã. Alguns destes objetos eram muito grandes e observadores com lunetas afirmaram que eles eram feitos de metal. 

Muitos estudiosos supõem que o fenômeno tenha sido algum tipo de chuva de meteoros, contudo cientistas da época já conheciam esse fenômeno celestial e se mostraram estupefatos, afirmando categoricamente que não eram meteoros o que cruzou os céus de Hamburgo naquela data. 



Essa imagem pertence a um manuscrito do século XII, os "Annales Laurissenses" uma série de crônicas que relatam experiências de guerra e acontecimentos importantes durante a campanha dos saxões contra seus oponentes, os normandos. O trecho relevante se refere ao cerco do Castelo de Sigisburg, na França no ano de 776. Os saxões haviam cercado totalmente o castelo e aguardavam a rendição do inimigo, quando estranhas luzes iluminaram a noite. O cronista responsável pelas anotações descreveu as luzes como enormes "escudos flamejantes" que voaram sobre as tropas saxônicas lançando luzes e fazendo sons apavorantes. Acreditando que as luzes defendiam a cidade, o cerco foi levantado e os saxões abandonaram a área. Curiosamente, os habitantes do Castelo acreditavam que os saxões haviam enviado aqueles estranhos objetos para atacá-los e estavam prestes a oferecer rendição.



A forma desses curiosos objetos voadores é inquietante. É possível perceber o formato deles, realmente como um escudo (metálico e chato) ou uma espécie de disco luminoso que deixava um rastro a medida que passava. O cronista afirma que os objetos brilhavam mais do que a lua e as estrelas, o que causou pânico nos soldados e animais. 



Finalmente um avistamento curioso e mais recente, ocorrido em 18 de agosto de 1783 e descrito pelo observador da Real Academia, Matthew Hurley.

Segundo Hurley, testemunhas que observavam o céu noturno do terraço do Castelo de Windsor viram luzes coloridas surgir repentinamente Essas luzes se aproximaram o suficiente para que as pessoas pudessem perceber que elas emanavam de estranhos objetos oblongados que se moviam atrás das nuvens. Uma série de objetos menores parecendo globos de luz azulados muito intensos se desprenderam desse objeto maior e voaram por vários minutos subindo e descendo. Em alguns momentos eles descreveram vôos rasantes sobre a cidade iluminando o povoado como se fosse dia. Após vários minutos de evoluções, os objetos retornaram a nuvem que se afastou até desaparecer na linha do horizonte.    

O fenômeno foi tão impressionante que o observador real contratou um artista chamado Thomas Sandby para fazer um desenho retratando tudo o que foi visto pelas testemunhas. O desenho foi enviado a Londres e apresentado para outros cientistas e curiosos que não conseguiram explicar o que eram as luzes.
Diante de todas essas imagens e descrições fica a questão central: o que poderiam ser esses objetos misteriosos, registrados desde a antiguidade por artistas e curiosos?

A impressão é que coisas estranhas sempre foram vistas nos céus, desafiando explicações razoáveis. 

É possível que jamais venhamos a entender inteiramente esses fenômenos, a não ser que em algum momento um desses estranhos objetos decida se revelar abertamente. E nesse caso, é bem provável que a reação inicial da humanidade fosse semelhante a dos nossos antepassados medievais/renascentistas... uma inquietante sensação de medo e desconfiança diante do desconhecido.

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4 comentários:

  1. Um pouco mais sensacionalista do que o devido, mas ainda é uma ótima fonte de informação.

    Se não me engano o site Ceticismo Aberto já tentou explicar alguns desses elementos como os homens dentro de estrelas cadentes, naves, etc. Fora isso é realmente algo impressionante, o tipo de material que gera histórias automaticamente.

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  2. Hehe, sensacionalista sem dúvida.

    Ainda assim deveras estranho e como você disse Renato, quase um gerador automático para histórias em que "algo estranho" aconteceu no passado.

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  3. Eu ja li a matéria do Ceticismo Aberto sobre estas aparições, concordo com eles mas não desmereço nem um pouco terem escrito sobre o tema neste Blog, pois aqui estamos mais interessados na fantasia dos tempos antigos do que na veracidade da coisa.
    Eu não acredito que tenham Discos Voadores de fato nessas imagens, mas não descarto serem realmente aparições misteriosas no céu. Os pintores antigos ligavam estes acontecimentos milagrosos com outros fenômenos bizarros. Eu li em algum lugar, em um livro de Liturgia de Igreja mesmo, que quando Jesus foi crucificado, mortos se levantaram de suas tumbas, tempestades vieram a súbito, animais morreram, etc. Mesmo que de fato isso não ocorreu, devia estar no imaginário popular do povo ligar coisas sobrenaturais com essas coisas de Santos, vai saber!
    Ótimo texto, parabéns pelo blog!

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  4. Ah, eu também não desmereço, foi só como fonte de informação extra mesmo. Não é porque aqui temos uma teoria aceitável sobre o assunto que no jogo será assim :D

    Na verdade adoro os posts que interligam material real com histórias de RPG, dá uma imersão MUITO maior à história.

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