quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Visitante Sombrio - Minha experiência com Paralisia do Sono


Confesso que não conhecia nada a respeito de Paralisia do Sono.

Não sabia o que era e nem os sintomas ligados a essa desordem do sono. Para falar a verdade, eu comecei a ler o artigo a respeito imaginando que a coisa era meio que papo furado, lenda urbana, uma "estória de terror" para se contar na internet. Ledo engano! Aparentemente o distúrbio ocorre muito mais frequentemente do que se imagina. Além de ser muito pesquisado pela comunidade médica, tendo ganho enorme destaque como tema central de estudos em importantes universidades ao redor do mundo. Fiz uma pesquisa a respeito e descobri alguns fatos curiosos.

Um estudo sério da Unversidade de Michigan constatou que mais de 50% dos americanos já tiveram episódios de Paralisia do Sono, que algo entre 30% e 35% dessas mesmas pessoas sofre do distúrbio a cada seis meses. Finalmente, aproximadamente 12% afirmaram que sofrem os efeitos da paralisia ao menos uma vez ao mês.

Stress e inconstância na frequência do sono (como a causada pelo jet lag em viagens) podem agravar o distúrbio que se estabelece em indivíduos com um quadro de ansiedade e desordens sociais. Mas até a alimentação pode ser um fator determinante. Alguns cientistas acreditam que a paralisia do sono possa ter algum componente genético transmitindo hereditariamente.

Enquanto escrevia o texto e pesquisava a respeito dele comecei a perceber algumas coisas... alguns padrões que fizeram com que eu dissesse "espera aí, isso aqui é muito familiar".

Lá pela metade do artigo, quando o texto já estava tomando forma, percebi que as descrições de casos de Paralisia do Sono se encaixava perfeitamente em situações que eu experimentei em pelo menos duas ocasiões quando era criança.

É curioso como são as coisas... eu até hoje me recordo desses dois casos, mas apenas quando comecei a escrever o artigo é que vieram à tona alguns detalhes que aparentemente estavam perdidos em algum canto da minha memória e que foram trazidos de volta repentinamente esses dias quando estava me preparando para ir dormir.

Antes que alguém pergunte: NÃO eu não tive um novo episódio de Paralisia do Sono influenciado pelo conteúdo do artigo anterior. Não acho que eu seja tão sugestionável... O que aconteceu foi que por intermédio do artigo, acabei me recordando de detalhes de algo que aconteceu muitos anos atrás e que se assemelha a Paralisia do Sono.

Sinceramente, não tenho como afirmar com certeza absoluta se foi um episódio legítimo ou apenas um pesadelo. Eu não tenho o know how médico-psicológico para dizer, mas os detalhes se encaixam perfeitamente no que experimentei. Mas que é parecido, é.

Surpreso por me tornar personagem de algo sobre o que escrevi no Mundo Tentacular - uma circunstância não inteiramente confortável, tendo em vista o que se publica por aqui, ponderei um bocado sobre a validade de contar sobre o episódio. O pessoal vai achar que estou inventando, mas que se dane. Esse é um Blog de Horror, e não é todo o dia que posso falar de algo que realmente aconteceu, ou que eu imagino ter acontecido, pois lá estava eu, na qualidade de testemunha (ou seria vítima?).

Outra razão para falar a respeito é que quando publiquei o artigo sobre Paralisia do Sono, muitos leitores comentaram que experimentaram ocorrências semelhantes. Recebi três mensagens privadas de pessoas contando seus casos e jurando que realmente aconteceram. Normalmente eu pensaria que é invenção, mas nessas circunstâncias, quem sabe não estamos todos no mesmo barco?

Não sei quanto a eles, mas eu sei que, o que vou contar aconteceu. Assim sendo, deixe-me falar sobre a figura sombria que eu tive o desprazer de encontrar (imaginar? ver?)

Não sei exatamente quando aconteceu, mas suponho que no primeiro episódio eu tivesse menos de dez anos, pois foi quando eu ainda dividia o quarto com meu irmão quatro anos mais velho.

A primeira coisa que me vem à cabeça é que ainda era noite, pois estava escuro e quieto. Lembro que havia uma fresta na cortina através da qual entrava uma certa luminosidade. O quarto não estava um breu total, acostumando os olhos por tempo suficiente, era possível discernir os móveis e objetos no quarto. Na época, minha família vivia em um apartamento de segundo andar, e a janela dava para os fundos de um prédio vizinho, onde havia uma luz de rua sempre acesa.

Lembro de ter acordado em um sobressalto, possivelmente de um outro pesadelo. Estava tudo muito tranquilo, e me recordo perfeitamente de ter tentado virar para dormir novamente, mas por alguma razão não consegui fazê-lo. Os braços pareciam estar dormentes, pesando uma tonelada. Eu sentia como se estivessem formigando (e esse foi um detalhe que lembrei recentemente!). Apesar de estranho, isso não chegou a me preocupar muito, talvez porque eu estivesse apenas parcialmente consciente.

O que realmente me intrigou foi que eu tentei coçar nariz, mas não conseguia por mais que quisesse. Só então me dei conta de que não conseguia me mover. Braços, pernas, cabeça... nada! Apenas piscava os olhos sem entender o que estava acontecendo, mas não me importava especialmente com aquilo. Até então era apenas estranho.

Foi então que tive aquela sensação esquisita. Me desculpem, mas não tem como explicar decentemente. É algo que apenas quem experimentou isso consegue entender e por mais que se tente explicar (e estou batalhando com o teclado para achar as palavras) não há como descrever. Não é um arrepio ou um tremor involuntário, tampouco é aquela sensação na boca do estômago causada pela ansiedade. Na ausência de qualquer outra palavra que possa exprimir a sensação, é um terror invisível, sem forma, motivo, razão.

Não se compara aos sustos nossos do dia a dia, ou aos medos que sabemos ter e com os quais estamos habituados a lidar... é algo mais profundo. Como uma apreeensão irracional vinda de lugar nenhum. A sensação não começa de repente e vai crescendo (e disso me recordo com exatidão). Você salta da tranquilidade direto para o sentimento de ameaça plena, perigo real e imediato, no qual sabe intuitivamente que alguma coisa está ali com você. Eu não me recordo de ter sentido medo de morrer, não era esse tipo de medo, era como ter medo de "ver" alguma coisa inesperada saltando do escuro. Sabendo que "ver" essa coisa, seria mil vezes pior do que morrer. Apesar de ter consciência disso, eu não conseguia fechar os olhos ou pedir ajuda, embora meu irmão estivesse dormindo ali, poucos metros na cama ao lado.

Uma das coisas que crianças fazem é tentar puxar a coberta sobre a cabeça para se esconder e não ver o que está acontecendo. Mas não tinha como... com braços pesados e o corpo imobilizado tudo o que restava era olhar.

O mais curioso é que eu não vi nada. Nada ao menos que pudesse ser visto mas, nossa, eu podia sentir que alguma coisa estava ali comigo. Acho que eu não preciso explicar como é a sensação de imaginar estar sendo observado, todo mundo já deve ter sentido isso e virado bruscamente, olhando por sobre o ombro esperando encontrar alguém próximo. Foi a mesma coisa, mas multiplicada por mil vezes e com o agravante que eu não podia virar. Não é algo agradável... nem um pouco!

Eu dormi novamente e na manhã seguinte imaginei que aquilo tinha sido só um sonho ruim. É engraçado que mesmo quando criança tentamos racionalizar as coisas e como à luz do dia, tudo de ruim que acontece à noite, perde seu impacto. Mas é claro, quando anoiteceu eu fiquei com temor de que aquilo acontecesse de novo e o inoportuno visitante viesse novamente. 

Mas não... o visitante sumiu, só retornando anos mais tarde e esse segundo caso foi bem mais estranho.

Acho que eu devia ter uns 12 anos e já tinha meu próprio quarto em outra casa. O incidente seguiu mais ou menos o mesmo roteiro do primeiro:

Acordei de madrugada, e descobri que meus braços e pernas estavam paralizados. Havia aquela sensação de formigamento em todo o corpo e por mais que eu tentasse, não conseguia me mover. Tudo o que podia fazer era mover os olhos de um lado para o outro. Eu lembro de fazer uma força enorme para tentar me virar, mas os músculos pareciam travados, como quando a gente se esforça demais fazendo exercícios, passa da conta e fica exausto demais para prosseguir.

Fiquei ali não sei quanto tempo, o formigamento continuava se espalhando e quando eu tentava ordenar que meus braços se movessem senti aquela sensação desagradável de que não estava sozinho. Era idêntica ao primeiro caso, mas dessa vez havia um fator a mais. Eu sentia um frio danado, como se a temperatura do quarto tivesse despencado vertiginosamente. E isso em uma noite quente no Rio de Janeiro. O frio era tanto que eu batia o queixo sem parar. Não sei porque correlacionei o frio com aquela presença mas bastou isso para que o temor aumentasse.

Foi então que vi - ou pelo menos acho que vi, uma figura escura, tão escura que tudo que eu conseguia ver era sua silhueta na penumbra. Parecia estar de costas para a janela, voltado para a cama. Ficou inerte por um bom tempo e apesar de eu não ter percebido olhos ou uma expressão, sabia que ele estava olhando fixamente na minha direção. Era incrivelmente escuro, como uma sombra, mas quando me apeguei a essa esperança ("É só uma sombra... só uma sombra e nada mais!"), ele se moveu bruscamente, se ajoelhando. Eu fechei os olhos e tentei chamar ajuda, mas não havia som possível. Quando abri os olhos ele estava mais perto, parado do lado da cama, imóvel como antes, mas eu só conseguia vê-lo pelo canto do olho, pois o ângulo não permitia mais do que isso .


Eu sabia que ele estava bem próximo, como se estivesse esperando alguma coisa. Parecia indeciso, como se não tivesse certeza se eu estava acordado ou não, se o estava vendo ou não. Me recordo também de ouvir estalos no quarto, não eram passos, mas estalos secos como se alguém estivesse pisando em gravetos que quebravam. Sei que é loucura, mas é do que lembro. A forma escura ficou ali me encarando, não fez nada, não ouvi nenhum murmúrio, palavra ou ruído vindo dele. Não ouvi qualquer coisa além do som dos meus dentes batendo e dos ocasionais estalos que desviavam minha atenção. Não sei quanto tempo durou tudo aquilo, mas no fim, acabei simplesmente dormindo.

Na manhã seguinte eu lembrava de flashes do que havia acontecido, como se tivesse sido um pesadelo. Por algumas noites fiquei esperando aquilo acontecer novamente. Eu evitava passar pela sala da nossa casa à noite, e em mais de uma ocasião tive a impressão de ver alguma coisa parada num canto escuro observando. Mas é claro, não era nada.

Talvez seja a lembrança desse incidente que faz com que eu deteste até hoje chegar em casa de madrugada e acender a luz, imaginando que ao fazê-lo vou flagrar alguma coisa escondida num canto, alguma coisa que vai se dissipar imediatamente, mas que por um breve momento, por um piscar de olhos, eu vou ver claramente.

Felizmente isso nunca aconteceu...

(eu ia terminar com um ... "até agora", mas fala sério, né)

Melhor não provocar quem está quieto.

18 comentários:

  1. Já havia lido sobre paralisia do sono e também já tive um único episódio durante a adolescência.
    No meu caso eu não relacionei a sensação ruim ao de haver algo a mais no quarto, e sim a impossibilidade de me mover. É uma sensação realmente horrível ficar olhando para os lados e não ter como nem ao menos pedir ajuda. Minha crise durou alguns minutos (eu acho e agradeço não ter um maldito relógio digital por perto) nos quais fiquei tentando de todas as formas me mover até que repentinamente a sensação passou e quase dei um salto da cama, tamanha a força que estava tentando exercer. Lembro-me de que isso aconteceu no meio da madrugada e depois de os sintomas cessarem eu estava muito cansado e dormi novamente. Achei que era um sonho por alguns anos até que ouvi falar da Paralisia do sono.

    Sinceramente é uma experiência que prefiro não repetir. Já ouvi falar que algumas pessoas tem alucinações durante essa paralisia, imaginando monstros. Inclusive a criatura folclórica Shtriga, se não me engano, era associada a paralisia do sono, porque as crianças relatavam o aparecimento da criatura em seus quartos durante essas crises.

    Ainda bem que é apenas um transtorno do sono, ainda bem, ainda bem...

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    1. Deus te abençoe na luz de Jesus Cristo! Obrigada.

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    2. Oi! Não sei se sua experiência descrita aqui é verídica, você me pareceu meio cético a respeito deste tal distúrbio, a paralisia do sono, por isso decidi repartir um pouco de minha real experiência que pode ter certeza, te conto de forma verídica, mas se não crer, tudo bem nosso senhor Deus sabe que não minto! Tudo me aconteceu da seguinte forma... Era uma tarde chuvosa e fazia muito frio, decidi dormir um pouco, passado alguns minutos eu dormi num sono profundo, e não me recordo de estar sonhando. Tudo que lembro é de que ao acordar não conseguia abrir os olhos e senti muito repentinamente que caia um grande peso sobre mim, tentava me mexer, mas não conseguia, chamei por minhas filhas, pensei: Meu Deus, o que é isso! Fiquei assim por mais ou menos um minuto, não dá pra descrever o medo que senti, era como se tivesse alguém em cima de mim segurando meus braços e pernas, no tentar abrir novamente os olhos escutei as vozes de minhas filhas, Sabrina e Alice... “Mãe, para com isso tá me assustando... Mãe? Acorda mãe!”
      E de repente não senti mais aquele peso, no conseguir abrir os olhos senti que minha visão estava um pouco turva e lentamente conseguia me mexer. E olhando para minha filha Sabrina, lhes perguntei o que houve por ali, assustada elas disseram, que eu as chamei e quando elas entraram no quarto, eu só mexia a cabeça, mas não dizia nada. Tenho um blog em que conto minha triste experiência de vida, onde estive doente com depressão, e lendo ao seu post, pensei ser bom dividir essa experiência real, pra lhe mostrar que existe um Deus e ele olha por todos nós, agora só não poderei lhe explicar sobre tal coisa, pois não conseguirei, pode ter sido o consciente lutando contra inconsciente ou "um fenômeno paranormal como dizem por ai", não sei dizer o que, mais foi sinceramente uma experiência horrível para mim.

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  2. Já tive vários episódios de paralisia do sono quando criança e um na idade adulta e entendo o que você sentiu. Este horror que sentimos quando algo assim acontece, e que só é sentido neste estado de semi-consciência, acredito que é a sensação característica ao percebermos que não temos nenhum controle sobre o nosso destino. Acho que nosso cérebro nos protege deste sentimento através da ilusão, que todos temos, de que somos seres poderosos e temos controle sobre o que somos e o que fazemos. Eventos como este ocasionalmente nos lembram o contrário, e isso é muito assustador. Quando estamos plenamente despertos, tendemos, para o bem de nossa sanidade, a esquecer a maior parte desta sensação...

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  3. Eu tive uma única vez um episódio de paralisia do sono, já adulto. Foi após uma viagem até outra cidade para visitar meu irmão, ou seja, depois de uma cansativa viagem de ônibus e dormindo em um local estranho.

    Acordei de madrugada, sem poder me mover, e sentindo uma sensação estranha de estar sendo observado, e que seja lá o que me observava, era algo indiscritivelmente terrível. Havia também uma sensação que parecia com um aumento de pressão no ar, como quando se desce a serra de carro. Sentia um medo irracional, mesmo eu tendo rapidamente racionalizado que tratava-se de uma paralisia noturna, um fenômeno que eu já sabia existir.

    Não vi nada, e apesar de parecer uma eternidade, durou muito pouco. É realmente uma sensação bastante estranha e incômoda.

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  4. Lendo o artigo, descubro que também já tive uma experiência dessa, com uns 17 anos.
    Meu quarto tinha uma porta sanfonada que dava para um corredor com escada e a cozinha. Naquela noite tinha chovido e parado a energia. Então deixei a porta travada e durmi virado para cima. A cama ficava na mesma parede que a porta.
    Alguma hora acordei, mas não me mexia, apenas olhava ao redor, os olhos acostumados ao escuro, percebia o contorno das coisas. Imaginei ser de madrugada ainda (escuro e quieto, mas sem força, pois a luz era para acender quando voltasse, ou meu despertador). A chuva tinha parado e não se ouviu nada, nem o vento.
    Fiquei assim, durante algum tempo, sentia algo estranho no corpo, mas não me incomodei com a paralisia, era como se não compensasse fazer o esforço de enfrenta-la, e há muito eu fazia coisas como tentar ficar imóvel e controlar a respiração e batimentos. Eis que então ouvi algo na direção da cozinha, além da parede ao meu lado. Era como se algo úmido tivesse despencado do teto, caindo com um "sploft". Agucei minha atenção nisso, achando estranho. Logo depois outro, e outro, até algo entre 4 ou 5 vezes. Logo após pararem, ouvi barulhos de algo correndo, com pernas pequenas. Não tinhamos animais em casa nessa época, nem rastro de ratos ou bichos assim. Mas algo estava se movimentando na cozinha.
    E então percebi que eram algumas várias coisas, podia diferenciar três movimentos ao mesmo tempo. E um deles estava agora no corredor. Uma sensação de arrepio tomou meu corpo. Fiquei apreensivo, mas não queria me mover (mesmo que não desse), para não fazer barulho. Apenas prestava atenção no som. O ouvi subir a escada, descer, voltar para a cozinha. Essas coisas estavam explorando as salas, até que uma resolveu testar a porta do meu quarto.
    A coisa, correndo, bateu contra a porta sanfonada, balançando-a um pouco. O ponto de impacto pareceu ser embaixo. Na batida, meu corpo inteiro formigou fortemente, e senti meus olhos arregalarem: algo soltou um grunhido rouco, baixo e grave.
    Nessa hora quis me mexer, mas não havia como. A paralisia me impedia, e só então senti sua força opressiva parando meu corpo. Não podia fechar os olhos, mas ainda ouvia novos passos pequenos. Tudo o que pude fazer era olhar ininterruptamente para a porta, torcendo para que ela não se mexesse e esperar amanhecer.
    Quando me dei conta, tinha adormecido novamente. Acordei antes do normal. A energia tinha voltado a pouco, talvez uma meia-hora antes de eu acordar. Meu corpo estava tenso e rígido. Me levantei, ainda tenso, e vi que a porta estava estranhamente deslocada na parte de baixo (ela ficava sempre reta). Não havia nada na cozinha, exceto uma caneca metalica derrubada do escorredor (mas ela já tinha caído vezes antes), não havia ventado e meus pais não haviam escutado nada no andar superior.
    Não sei o que era. Nunca mais percebi algo assim, nem tive outro episódio disso. Fico até hoje arrepiado de ter visto o que havia do outro lado. Ratos não soltam grunhidos como aquele.
    Não sei se eu pudesse me mover, o que teria feito. Se teria verificado a tranca ou aberto a porta, ou simplesmente ficado ali, parado.
    É uma coisa que nunca esqueço.

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  5. Acho que todo mundo já teve essa experiência, pelo menos todos com quem já comentei sobre o assunto já passaram por isso uma vez, por isso até acho estranho a porcentagem de "apenas" 50% (OK, pouco mais como diz o texto, ainda assim é menos que 60%, certo?), só não sabia que tinha nome e ainda por cima estudos sérios a respeito (embora já tenha ouvido falar do termo Paralisia do Sono, mas nunca me interessei em ler a respeito). Do seu relato, L.P. Giehl, me identifiquei, muito, demais mesmo, fiquei até ofegante, com o primeiro caso que é o que ocorre comigo algumas vezes, não chega a ser nem uma vez por ANO, mas é por aí. A sensação de "estar na iminência" de ver alguma coisa é pavorosa, pior do que não conseguir se mover, nos dias de hoje não consigo nem cutucar minha esposa que dorme ao meu lado. Nunca vi, nem ouvi nada, para me livrar fecho os olhos, rezo e me acalmo, conseguindo me mover em seguida, mas com o tal formigamento no corpo. Me levanto vou na cozinha, bebo água, vou ao banheiro, me forço a isso, como uma espécie de "demonstração de força", mas muitas vezes, confesso que o pavor é tanto que simplesmente viro para o lado e espero o sono chegar.

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  6. Não sei se o que acontecia comigo é paralisia do sono... Mas diversas vezes quando era criança tive a sensação que estava caindo, como se estivesse afundando na cama, tentava me mexer mas era inútil, meus músculos estavam travados. Felizmente nunca senti a presença de algo.

    Na minha adolescência eu li em algum lugar que o corpo libera um hormônio que paralisa seu corpo para que você não fique falando, mexendo seus braços e suas pernas de acordo com o sonho que você está tendo. Eu pensava que isso explicava os sonâmbulos, eram pessoas que não tinham esse hormônio funcionando muito bem. Sempre era assustador quando minha irmã se sentava na cama, conversava comigo, de olhos abertos, e de repente caia na cama de novo. Eu sabia que ela estava dormindo. Para mim ela tinha esse hormônio que paralisa seu corpo em falta.

    Quando eu ficava paralisado, não era esse hormônio que estava faltando no meu corpo? Será que não houve um atraso no meu cérebro, que ainda achava que meu corpo estava dormindo e me travava? Não sei como isso explica a "presença" e o "terror" sentido, que, repito, felizmente nunca senti.

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  7. Nossa, é uma das piores sensações, você tenta gritar e não consegue!

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  8. Aconteceu comigo meses atras por varios dias. Foi detalhar e enviar. Foi algo realmente emocionante. E houve uma sombra como a tua.

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  9. Cara, lendo isso encontrei a explicação pra uma experiência que tive há uns dez anos.Posso dizer que tudo no relato bate, menos a sensação de frio. Na verdade, senti um calor desgraçado, não conseguia respirar, não conseguia me mover e tinha certeza de que aquilo não era um sonho, porque era intenso e real demais. A coisa fica pior ainda quando se está sozinho em casa. Não consegui voltar a dormir a noite inteira.

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  10. Rapaz, pelo que eu vejo da sua descrição, essa paralisia do sono nada mais é do que um sintoma de uma "experiência fora do corpo" ou "viagem astral" que os estudiosos espiritualistas chamam de "catalepsia projetiva". Se você, nesse momento, relaxar e imaginar que está saindo do corpo você terá uma experiencia extracorpórea ( E, é claro, terá também contato com seres extrafísicos). Muitas pessoas já tiveram essa experiencia, inclusive eu, mas não comentam por medo do que podem pensar, ou por acharem que foi simplesmente um sonho. Existe uma galera que estuda isso à bastante tempo, e de forma séria! A exemplo : O IPPB (Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas), O IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia E Conscienciologia, O GVA (Grupo Viagem Astral). É só procular lá no tio google, quem tiver coragem claro! rs

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Eu já tive varias experiencias... Ainda tenho as vezes... Me lembro de uma em que eu estava indo me deitar tinha acabado de comer era de tarde, e eu acabei dormindo, e quando acordei estava lá deitada sem poder se mexer, e minha mãe estava entrando no quarto, eu vi uma garota de branco sorrindo do lado dela... E quando ela olhou para mim algo me puxou para a beira da cama, e assim conseguia ver o guarda-roupa o chão e o espelho no canto da parede. Então eu começei a ouvir gritos de uma garota como se ela estivesse sendo torturada, eu em mente insistia para que aquilo parasse, então parou... Mais não completamente quando eu olho para o espelho ele estava se mexendo (tremendo) e parecia que algo iria sair dele ou ele iria vir para cima de mim... E quando ele começou a tremer mais forte... A garota gritou no meu ouvindo e minha mãe entrou novamente no quarto e eu acordei do mesmo jeito que algo ou alguem tinha me puxado enquanto eu estava no mundo da paralisia do sono.

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  13. eu tive isso faz uns 3 dias.. é a primeira vez esse ano . e em 2013 ja tive varias vezes, é horrivel, e eu dumo de bruço .. só conseguia abrir os olhos e quando abri vi uma sombra q olhou no meu rosto por cima de mim e depois saio .. eu sentia q tinha algo em cima de mim...

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  14. Aqui no Nordeste há um ser folclórico denominado "pesador", ele é alto e esguio, vestido de terno (slenderman?) e chapéu. A minha avó me aconselhava quando criança a dormir de bruços, deveria evitar dormir com o "papo" pra cima para que o pesador não subisse no meu peito causando o efeito de paralisia.
    Eu já passei por essa situação algumas vezes na infância, em todas elas podia observar uma forma humana escondida nas sombras, e era sempre tomado por um horror profundo e irracional.

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  15. Jamais passei por algo assim, mas ja passei por algo similar, vez ou outra tenho sonhos paralisantes..rsrsrs. Durante os quais sempre estou correndo o perigo de morrer e não consigo me mover pra me defender, essa semana mesmo sonhei que meu noivo se transformava em um ser horrível e tentava me matar estrangulada, foi apavorante sentindo o ar ir embora.... mas com muito custo eu acordei e consegui respira... comparada ao que vc relatou tive muita sorte pq sabia que estava sonhando e que tudo que eu precisava fazer era acorda! Mesmo que isso parecesse impossível de ser feito!

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  16. Tive uma experiência há algumas horas, cerca de 01:30.

    Eu estava consciente que estava em minha cama, deitado, porém não conseguia distinguir se estava acordado ou se estava sonhando. Eu via o meu próprio quarto. O meu corpo se enrijeceu, e foi como se eu estivesse tendo um ataque alérgico, meu rosto inchando, a sensação de sufoco. Depois comecei a ter uma impressão de ter algo no quarto, no canto escuro. A sensação de sufoco aumentando, sem conseguir engolir a saliva. Depois comecei a ouvir passos que a cada segundo se aproximavam. Fiz bastante esforço até conseguir me mover. Agora não sei se estou acordado ou se tudo isso é um sonho.

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