domingo, 8 de fevereiro de 2015

Feitiçaria no Extremo da América do Sul - Os Estranhos Rituais da Brujeria


Existe um lugar na América do Sul que um dia foi considerado o fim do mundo. Ele se encontra próximo ao paralelo 35, onde o Rio Maule deságua no Oceano Pacífico, e onde, nos primeiros anos do século XVI o Império Inca chegou ao fim, dando início a um novo e estranho mundo.

Ao sul do Maule, segundo o folclore Inca, se estendia uma terra de mistério e escuridão. Era um lugar onde as águas do Pacífico congelavam e assumiam uma coloração azulada ou negra. Um lugar isolado em que os povos nativos lutavam para extrair do ambiente hostil os mais básicos recursos para garantir sua sobrevivência. Era o lugar também onde bruxos viviam e de onde o mal primordial se espalhava pela Terra. Os incas chamavam essa região amaldiçoada de Quicavi, "O Lugar das Gaivotas".

Hoje, o Lugar das Gaivotas, se localiza a cerca de 700 milhas ao sul da capital do Chile, Santiago, e se prolonga por mais 1200 milhas na direção da mítica Terra do Fogo (Tierra del Fuego), descrita pelo geólogo Lucas Bridges como "os confins da Terra". Mesmo nos dias atuais, a região permanece esparsamente habitada. Na porção mais erma dessa região, encontra-se a Ilha de Chiloé: tomada pelo barro acumulado das chuvas, coberta por uma densa floresta imaculada e detentora de uma estória única. Visitada pela primeira vez por europeus em 1567, Chiloé tem uma longa história marcada por pirataria e crime. No século XIX, quando a maior parte das nações sul-americanas buscavam sua liberdade, Chiloé permaneceu leal à Espanha. Apenas em 1885, ela foi oficialmente incorporada a Nação do Chile. Chiloé foi palco de um dos mais incomuns julgamentos de bruxaria de todos os tempos, possivelmente o último julgamento de bruxaria significativo, em qualquer lugar do mundo.

Quem eram os acusados, esse feiticeiros arrastados diante de uma corte por lançar magias em plena Era Industrial?

De acordo com o viajante Bruce Chatwin que tropeçou nos documentos sobre o estranho caso em meados de 1970, os acusados pertenciam a uma "seita de bruxos do sexo masculino" que existia com o propósito único de "ferir as outras pessoas". De acordo com seu próprio testemunho, feito durante o julgamento em 1880, os alegados feiticeiros eram acusados de assassinar seus inimigos, cobrar proteção, utilizar venenos para matar inocentes e "sajaduras": um tipo de feitiço que "produz profundas lacerações na carne das vítimas". Esses homens também afirmavam ser parte de um grupo conhecido como La Recta Provincia - um grupo de estranhos nativos que se auto-proclamavam os verdadeiros governantes de Chiloé, membros de uma elite aristocrática pré-colombiana e segundo suas tradições, pré-Inca. Talvez eles fossem mais xamãs do que feiticeiros.

Temidos pelos nativos, esses feiticeiros eram apelidados pelos espanhóis como La Brujeria, um secto secreto operando no submundo. Tratados a principio como uma lenda, os espanhóis enviaram observadores da Igreja ligados a Santa Inquisição para investigar suas atividades em Chiloé. Segundo rumores três padres enviados para a região morreram de forma misteriosa e um quarto fugiu depois de se perder nas florestas e ser encontrado vagando sem rumo na floresta - ferido e meio enlouquecido. Novas tentativas de descobrir fatos sobre a Brujeria não encontraram apoio, pois os habitantes de Chiloé tinham tanto medo dos bruxos que se negavam a falar a respeito deles. Em 1773, um grupo de padres ameaçou prender habitantes de Chiloé se estes não denunciassem os membros da Brujeria, uma revolta popular eclodiu e uma Igreja foi parcialmente incendiada. Depois disso, as investigações forma concluídas sem resultados.

O mais importante dos bruxos trazido diante do juízo em 1880 era um fazendeiro de Chiloé chamado
Mateo Coñuecar. Ele tinha então 70 anos de idade, e de acordo com sua própria admissão, era membro da Brujeria há mais de três décadas. No testemunho, Coñuecar afirmava que a sociedade era o verdadeiro poder em Chiloé, contando com um grande número de membros, uma elaborada hierarquia - onde despontavam "reis bruxos" e um quartel general, localizado em uma caverna, cuja entrada secreta ficava ocultada pelo lado de uma ravina. Essa caverna (que segundo a tradição Chilote era iluminada por tochas ardendo com gordura humana) se localizava em algum lugar da Costa de Quicavi e conforme as palavras juramentadas do bruxo, era guardada por um par de monstros que protegiam os tesouros mais valiosos da sociedade: um antigo livro de magia com encadernação de couro e uma bacia que enchida com água refletia segredos.


O testemunho de Coñuecar, que pode ser encontrado entre os papéis do pesquisador de história chilena Benjamin Vicuña McKenna incluem a medonha narrativa de sua primeira visita ao covil da Brujeria:

Trinta anos atrás, quando José Mariman era o líder da seita, fui avisado para ir até a caverna secreta onde a Brujeria se encontrava. Eles haviam concordado que eu me juntasse a eles. Eu devia, no entanto, providenciar carne como oferenda. Não podia ser a carne de uma presa qualquer, eles deixaram claro que precisava ser carne humana. Eu fiz como ordenado, levei para  caverna os restos de um menino de rua que havia sido assassinado com garrote na véspera. Encontrei um dos bruxos e ele me acompanhou até o covil na ribanceira. Ao chegar lá, ele removeu as roupas e começou a dançar de um lado para o outro gritando palavras estranhas, que serviam como ritual para adentrar a caverna. Ele explicou que isso era necessário para que o guardião não atacasse. Eu esperei ele terminar e então vi uma coisa horrivelmente desfigurada parecida com um homem surgir na boca da caverna, ele farejava o ar e grunhia como um porco. Ao mirar seus olhos em mim, avançou na minha direção correndo de quatro pelo chão e só fui salvo porque o feiticeiro que me acompanhava gritou para que eu largasse o fardo contendo o corpo e me afastasse.


É possível, através dos registros da Recta Provincia, saber que a horrível criatura encontrada por Coñuecar em 1850 era algo chamado Invunche ou Imbunche. Essa monstruosidade é o Guardião da Caverna, um ser criado pelos feiticeiros com o propósito de defender seu santuário de invasores. Nu, deformado e feroz, o monstro é alimentado apenas com carne humana, e passa a desejar esse tipo de oferenda. Segundo o folclore da Brujeria, ele age como uma espécie de zelador e só permite a entrada dos feiticeiros que sabem os rituais secretos que incluem palavras de poder e certas danças. Qualquer um que tente entrar na caverna sem a devida senha, é feito em pedaços pelo invunche.

O mais terrível a respeito dessa criatura assustadora é que ela é criada através de um ritual dantesco a partir de um bebê sequestrado pelos feiticeiros. Transformado em um monstro abominável, a criança perde qualquer resquício de sua humanidade e passa a ser um servo dedicado da irmandade. Segundo Chatwin "ao longo dos anos, [o invunche] aprende o suficiente dos procedimentos do grupo a que serve e é capaz de falar com horríveis gritos e sussurros guturais".

Não parece sensato acreditar em uma estória absurda como essa, ainda mais depois que os agentes do tribunal que julgaram Coñuecar procuraram sem sucesso a entrada da caverna na primavera de 1880. Ainda assim, seja lá que tipo de rituais a Reta Provincia realizava, uma coisa é certa: a organização de fato existiu e muitos colonos reconheciam que seus membros detinham poderes sobrenaturais.  

Informações datando do início do século XIX mencionam que em Chiloé vigorava um regime de medo e intimidação no qual um grupo demandava dinheiro dos colonos e nativos, uma espécie de "tributo anual" pago para "assegurar que eles não sofreriam acidentes durante a madrugada". Existe a menção de que os habitantes da ilha que se negavam a pagar por essa proteção, sofriam uma dura represália - lavouras eram destruídas e animais morriam no pasto, vítimas de magia negra. Havia a crença de que os membros da brujeria encantavam pedras com energia maligna e ao atirá-las na plantação ou no pasto desencadeavam uma terrível maldição. Os registros do julgamento de 1880-81 cita também que os bruxos conheciam métodos de matar seus inimigos, usando venenos extraídos de plantas e animais. Coñuecar disse que ao longo dos anos, inúmeros fazendeiros foram mortos dessa maneira.

O feiticeiro também relatou várias outras façanhas que a brujeria supostamente era capaz de realizar através de seus rituais secretos. Eles podiam por exemplo voar, usando uma palavra de poder - arrealhue - que fazia com que seus corpos flutuassem no ar. Para isso, o bruxo precisava ter plena confiança em sua capacidade, uma vez que o ritual demandava que ele se atirasse de uma ravina com pelo menos vinte metros de altura. A ideia é que apenas um bruxo confiante seria capaz de atingir o milagre de voar, os outros morreriam na queda.

Outro trecho importante do depoimento dizia respeito a criação do macuñ, uma espécie de traje cerimonial usado pelos bruxos em todos seus rituais. O macuñ era uma espécie de símbolo do feiticeiro e tinha de ser criado no primeiro mês, após este ser aceito na irmandade. Para confeccionar o traje, o bruxo precisava exumar o cadáver de um cristão morto recentemente. A pele do cadáver era cuidadosamente esfolada numa noite de lua cheia e os pedaços costurados com linha feita de cabelo humano. O resultado era uma vestimenta semelhante a um avental de pele rústica e curtida. A seguir uma fórmula secreta era preparada em um caldeirão com a gordura extraída da barriga do morto. Essa mistura servia para tingir o macuñ concedendo a ele uma propriedade bizarra: brilhar com uma fosforescência na escuridão. Os bruxos andavam pela floresta de Chiloé em procissão com seus aventais brilhando a caminho da caverna e ninguém que visse aquele pérfido grupo em suas expedições noturnas ousava ficar em seu caminho.

Para auxiliá-los em suas tarefas, os feiticeiros contavam com muitos outros servos místicos criados por intermédio de suas magias. O chivato era uma espécie de bode ou homem com cabeça de bode que podia fazer o mesmo trabalho do invunche. Esse horror não era tão forte, mas seu balido insistente quando algum invasor se aproximava da caverna aterrorizava qualquer invasor e alertava os bruxos de uma presença indesejável. 


Coñuecar contou sob juramento que cada novo membro que se juntava a sociedade recebia um pequeno lagarto que era colocado em uma gaiola levada em uma bandana na cabeça. Segundo a tradição, quando dormia o lagarto servia como uma espécie de protetor dos sonhos do bruxo, se alimentando de pesadelos. A criatura também podia ser usada para traduzir línguas perdidas e para abrir portas trancadas - embora a testemunha não tenha dito exatamente como isso funcionava. Os ilhéus também acreditavam que os bruxos utilizavam cavalos marinhos secos em um ritual chamado Caleuche - uma palavra que pode ser traduzida como "mudar forma", no idioma local. Usando o caleuche, os bruxos podiam respirar de baixo da água e se aventurar no fundo do mar. Segundo os rumores, havia outro ritual que criava uma espécie de embarcação fantasmagórica que permitia aos bruxos navegar sem que ninguém tomasse conhecimento de suas atividades. Usando esse barco, eles podiam transportar contrabando, uma atividade que tornava os membros da Recta Provincia extremamente ricos. Os marinheiros que navegavam pelo litoral de Chiloé falavam de barcos fantasma e consideravam um azar terrível cruzar com um deles.

Quando os bruxos necessitavam de espiões ou mensageiros, eles também empregavam seus rituais. A sociedade supostamente usava jovens adolescentes para cumprir essas missões. As meninas eram despidas e recebiam uma beberagem amarga feita com o extrato de várias raízes nativas do Chiloé, entre elas o natri, uma planta extremamente venenosa. Tudo era misturado e fervido com bile de lobo e sangue menstrual. Essa poção mágica era tão potente que fazia quem a bebesse vomitar os próprios intestinos em uma cabaça. Em seguida, um encanto era proferido pela congregação e a menina sofria uma transformação completa, tornando-se um pássaro negro. Segundo o documento, "o pássaro produzia o som mais desagradável já ouvido por humanos". Quando a missão dessas aves blasfemas se concluía, elas retornam para seu lugar de origem, comiam suas entranhas de volta e se tornavam humanas novamente.

O poder de realizar magias desse tipo só era conferido aos feiticeiros fiéis a sociedade. Segundo o testemunho de Coñuecar havia uma série de cerimônias e rituais de iniciação para testar a fibra e a fidelidade dos novos bruxos. A narrativa de seu primeiro encontro com o Invunche era um teste no qual o feiticeiro que o acompanhava verificou que Coñuecar não iria fugir diante da visão da criatura. Mas haviam muitos outros rituais necessários para ser aceito na Brujeria.

Os iniciados que haviam sido batizados na cristandade eram obrigados a se banhar na cachoeira do Rio Traiguén por quinze dias e noites. Isso servia para limpar de seu corpo a água sagrada do batismo. Em seguida, eles recebiam instruções para assassinar um parente próximo ou um amigo íntimo, usando um garrote ou uma faca sem lâmina, o que provava que eles não tinham mais emoções humanas ou qualquer vínculo afetivo. Chatwin cita outros dois estranhos ritos de iniciação em suas transcrições: o primeiro envolvia agarrar um crânio humano arremessado em um chapéu de três pontas, enquanto no segundo o iniciado, devia ficar nu em um rio até quase congelar enquanto outros membros se aproximavam para quase afogá-lo na água.

Apenas quando todos os testes e ritos eram concluídos, o iniciado era aceito na Brujeria e podia entrar na Caverna de Quicavi, ler as páginas do Livro e aprender os segredos dos feiticeiros mais velhos - Los Mayores que detinham a sabedoria da congregação. Uma severa hierarquia existia na sociedade e os membros deveriam respeitar aqueles que os antecederam jurando que nunca os trairiam ou roubariam. Também juravam que não iriam consumir sal e que jamais iriam se casar. É mencionado que o ritual de aceitação de um novo bruxo terminava com um opulento banquete de boas vindas - que segundo alguns incluía pratos à base de carne humana.

Mas se a Sociedade era tão poderosa e fechada, porque Mateo Coñucar aceitou trair seus votos de fidelidade e expor os segredos da Brujeria?

Para entender os motivos, é preciso voltar ao período e entender o que acontecia em Chiloé na época. Em 1880 havia um clima de transformação social no país inteiro, as regiões que haviam conquistado sua independência frente a Espanha estavam se desenvolvendo enquanto a Ilha de Chiloé se isolava em sua devoção pela Coroa. A distância e a relativa pouca importância da Ilha para os espanhóis não justificava o envio de recursos para os colonos, enquanto as demais regiões autônomas não desejavam negociar com os rebeldes. Além disso, o Chile havia se envolvido em uma desgastante guerra contra seus vizinhos, Bolívia e Paraguai e corria o risco de perder territórios para a Argentina - uma nação rival de longa data. Alguns acreditam que o julgamento foi usado para forçar os habitantes de Chiloé a se juntarem definitivamente a República do Chile.

Além disso, havia outras questões dentro da própria Recta Provincia - diferentes facções comandadas por bruxos que governavam cada região. Alguns destes "reis feiticeiros" estavam satisfeitos com a mudança do eixo de poder - sobretudo porque não toleravam a presença de padres europeus em seu território. Cada líder da Brujeria era responsável pelo seu próprio território havendo dessa forma diferentes interesses em jogo.  

Durante o julgamento, Coñucar confessou que não estava satisfeito com as mudanças que vinham ocorrendo na Recta Provincia e que se encontrava desiludido com a maneira como a Brujeria estava sendo conduzida em Chiloé. Ao que parece, para se fortalecer, o líder de Chiloé havia se associado a indivíduos de fora da Recta Provincia, formando alianças fazendeiros e autoridades do governo local. Até mesmo um suposto casamento havia sido realizado como forma de sacramentar a união entre um líder da Recta Província e governantes locais.  

Dentre os membros da Brujeria que testemunharam no julgamento de 1880, vários expressaram seu descontentamento com o que a sociedade havia se transformado. Tanto Mateo Coñucarm quanto José Aro, um recém iniciado na sociedade secreta, afirmaram que seu desgosto provinha da maneira como a Brujeria havia se convertido num instrumento político, empregado para intimidar e conseguir dinheiro dos colonos. Membros da Brujeria também estariam usando os rituais secretos em benefício próprio, para se vingar de desafetos ou simplesmente por cobiçar a mulher de outros.

O resultado do julgamento repercutiu em todo Chile. Segundo o juiz que presidiu o julgamento, os homens envolvidos com a Brujeria não eram feiticeiros, e sim "ladrões e assassinos que se aproveitavam da ignorância alheia". Cerca de 100 pessoas que supostamente faziam parte da sociedade secreta foram inquiridas a respeito de sua participação. Um terço destes, provaram-se ser meros curandeiros indígenas, acusados na esteira de denúncias, mas outros foram processados por sérias práticas criminosas. Seis membros da Recta Provincia foram sentenciados por assassinato, outros dez receberam penas de prisão pelo envolvimento em uma sociedade criminosa organizada. O velho feiticeiro Mateo de Coñucar foi mandado para a prisão com um pena de 15 anos, comutada em três graças ao seu testemunho e às denúncias.


O julgamento foi um duro golpe na Brujeria e na Recta Provincia, muito embora vários indivíduos processados tenham conseguido posteriormente anular as penas através de apelações. Na virada do século XIX, houve uma tentativa de ressuscitar o grupo, mas os organizadores foram rapidamente capturados e banidos de Chiloé.

Ainda assim, nas décadas que se seguiram, inúmeras lendas a respeito da Brujeria, muitas destas garantindo que membros da seita continuavam se encontrando, conspirando e planejando horríveis rituais em suas cavernas subterrâneas foram contadas.

Hoje em dia, a Brujeria não passa de uma estória contada para assustar crianças, mas não faz muito tempo ela era uma força real, temida e respeitada em toda Chiloé. Aqueles que a desafiavam, temiam a terrível vingança de seus membros e tinham razão para isso...

Afinal o que podia ser pior do que despertar a ira de feiticeiros?    

5 comentários:

  1. Sensacional, Luciano. Parabéns novamente pela pesquisa!

    ResponderExcluir
  2. "um antigo livro de magia com encadernação de couro...", suspeito, muito suspeito. Hahaha.

    ResponderExcluir
  3. Uma das melhores que li até hoje! Meus parabéns!

    ResponderExcluir
  4. Muito bom o post. perfeito parausar numa aventura de CoC , mundo das trevas ou outro rpg de horror/terror

    ResponderExcluir
  5. Muito interessante a postagem. Eu pessoalmente gosto muito de ler sobre as histórias e lendas do nosso continente. É um bom contraponto aos temas norte-americanos e europeus do mythos. Existem boas histórias por aqui tambem. Muito interessanteo invunche pras aventuras.

    ResponderExcluir