terça-feira, 15 de maio de 2018

Estados Alterados - Jornadas bizarras para mundos alternativos através de drogas místicas



Desde tempos imemoriais culturas ao redor do mundo tentam alcançar outros planos de existência, transcender a realidade como conhecemos e viajar para outros reinos místicos e espirituais, acessando reinos desconhecidos.

Um dos métodos favoritos que muitos místicos adotam para tentar forçar seu caminho através do véu que separa nossa realidade das outras, é empregar fórmulas especialmente criadas para esse fim. Hoje sabemos que elas eram potentes psicoativos e psicodélicos, coquetéis químicos destilados com componentes especiais, mas no passado elas eram compreendidas como poções mágicas e bebidas sagradas.

Mas será que essas fórmulas seriam capazes de causar mais do que apenas um estado alucinógeno no cérebro? Poderia uma substância ou a mistura de várias delas resultar em algo que realmente ajudasse a transcender nossos corpos e a própria realidade? Por muitos anos houve pesquisas esporádicas a respeito de tais drogas; potentes componentes psicodélicos com incríveis efeitos que seus utilizadores e especialistas acreditam, causam efeitos inesperados na mente, colocando-os em contato com realidades alternativas e dimensões muito além da nossa.

Um dos componentes químicos mais estudados é a Dimetiltryptamina, ou DMT para facilitar, uma droga da família das triptaminas, que é encontrada em uma vasta gama de plantas e animais na natureza. Embora ela tenha sido sintetizada em laboratório apenas em 1931 e descoberta em estado puro em plantas e certos animais em 1960, os poderosos efeitos do DMT já eram conhecidos por povos ancestrais, que o usavam como um ingrediente ativos nas suas bebidas sagradas entre as quais a famosa ayahuasca.

Capaz de ser inalado, injetado ou ingerido oralmente, o DMT é notável pela sua incrível capacidade psicoativa, psicodélica e pelos efeitos eufóricos que as pessoas que o consomem experimentam. Seus efeitos se manifestam quase que imediatamente e diminuem ao longo de 5 a 30 minutos dependendo da concentração. É por essa razão que essa droga nos anos 1960 e 1970, ganhou o apelido de "viagem de negócios" pois seus efeitos se instalavam rapidamente, eram muito potentes e se encerravam de maneira breve. Embora jamais tenha sido particularmente popular entre os utilizadores de drogas recreativas, o DMT se tornou em tempos recentes notório pelos seus estranhos efeitos colaterais na mente, com alguns usuários afirmando que sob os seus efeitos alcançaram outros reinos de existência e um estado pleno de consciência.


Usuários de DMT descreveram que sob sua influência exploraram paisagens absurdamente alienígenas e ainda assim realistas, para onde eles se viram transportados e onde encontravam e até se comunicavam com entidades não-humanas, na maioria das vezes descritas como benevolentes guias que usavam gestos, telepatia e imagens visuais para se fazer entender. Estes estranhos seres assumiriam as mais diferentes formas incluindo as feições de "alienígenas clássicos" cinzentos (os grey), animais inteligentes, palhaços coloridos, fadas e outras figuras humanoides, bem como plantas e formas vegetais dotadas de consciência e capacidade de interagir com seres inteligentes.

Essas bizarras entidades aparecem em ambientes saturados de intensas cores vívidas, muito mais brilhantes e distintas do que na vida real ou mesmo em sonhos, e são adornados por padrões geométricos como um caleidoscópio que muda e se altera a todo momento. Certos usuários acreditam que o DMT permite transcender a realidade e criar uma espécie de elo psíquico com seres que ressurgem em cada experiência. Em alguns casos, essas entidades parecem interessadas na interação e sondam a mente do usuário, ou até mesmo os examinam fisicamente  para compreender suas motivações.

O que torna essa experiência ainda mais incomum é que apesar da sensação inicial de desorientação, no decorrer dessas visões, os usuários afirmam manter um estado mental completamente lúcido, que os leva a acreditar que se trata de uma experiência real, não um sonho e menos ainda uma alucinação. Toda essa clareza faz com que usuários típicos de DMT se recusem a acreditar que o que eles experimentam está apenas em suas mentes e permanecem convictos de que tudo aquilo é real. 

Este fenômeno de encontrar formas de vida não-humanas parece ser exclusivo do uso de DMT, mesmo entre outras substâncias psicodélicas, e essa peculiaridade a tornou o foco de pesquisas realizadas por psiquiatras como Rick Strassman a partir dos anos 1990. Durante seus testes Strassman percebeu que nos dois minutos iniciais do efeito, o indivíduo experimenta um intenso efeito psicodélico de confusão, depois, entra em um  estado de relaxamento no qual é capaz de manter a calma e a lucidez a ponto de descrever o que está vendo e sentindo ao longo dos 30 minutos seguintes. Segundo a pesquisa de Strassman mais da metade dos indivíduos analisados teve visões bastante reais de seres não humanos, estabelecendo com eles comunicação. O psiquiatra classificou esse estágio como "Nível independente de percepção da existência".

Os resultados dessas experiências são surpreendentes por que foram exclusivos ao uso do DMT, em particular a frequência em que os usuários encontraram com essas entidades, e na maneira como eles foram descritos em detalhes. Na percepção dos usuários, o contato foi tão real e vívido que todos eles os classificaram como tendo acontecido. O fenômeno é tão estranho que Strassman teorizou que algo similar poderia explicar as histórias a respeito de abduções alienígenas. Ele até conjecturou que um estado semelhante possa ser a causa direta das narrativas a respeito de universos alternativos e dimensões paralelas. 


Em seu estudo, Strassman sugere que o DMT possa ser uma ferramenta para alcançar um nível de compreensão da própria realidade em um plano mais profundo. Suas pesquisas resultaram em vários livros que foram reconhecidos por parte da comunidade científica. O maior questionamento a respeito do trabalho de Strassman diz respeito a suas conclusões de que o DMT seria capaz de alterar a química do cérebro de tal maneira que permitiria um vislumbre ou até a interação do usuário com realidades alternativas que normalmente estão além de nosso alcance. Em outras palavras, a substância seria capaz de levantar um véu, ou remover uma venda que normalmente bloqueia nossas percepções da realidade, filtrando uma infinidade de sensações e estímulos para os quais somos cegos. O DMT faria com que o mundo pudesse ser visto como realmente é, o que poderia ser ao mesmo tempo uma experiência reveladora e assustadora, uma vez que não fomos feitos para ter essa percepção.

Há, no entanto críticos às pesquisas de Strassman. Embora não se saiba porque o uso do DMT resulta em seus efeitos únicos, muitos estudiosos acreditam que isso se deve simplesmente à natureza psicodélica da substância interagindo com noções pré-concebidas. Os povos que se valeram da Ayahuasca há séculos, a utilizavam em cerimônias religiosas nas quais acreditavam ser ela uma espécie de portal para contatar o mundo espiritual ou divino. Eles portanto esperavam que seu uso "abria os canais de comunicação com seres do além". Nesse contexto, suas mentes trabalhavam a noção de que tomando a droga eles encontrariam esses seres não-humanos em uma realidade diversa. O ponto de vista dos céticos é que, embora o DMT tenha uma natureza incomum em seus efeitos, estes não são suficientes para corroborar explicações metafísicas a respeito de seres alienígenas, realidades paralelas ou mundos alternativos.

Em um artigo para a conceituada revista "Psychology Today", Scott McGreal, chamou tal crença de "Misticismo Psicodélico" e escreveu:

 "De uma perspectiva puramente científica, a noção de que uma substância possa ser ferramenta para atingir outras realidades é difícil de ser aceita. A ideia de que existem reinos invisíveis habitados por entidades conscientes que não podem ser detectadas por métodos empíricos, mas que podem ser percebidas por estados alterados da química cerebral é difícil de ser reconciliado com a ciência moderna. Strassman expressa uma crença mais geral que eu costumo categorizar de "misticismo psicodélico". Esta é a crença de que drogas psicodélicas como o LSD e o DMT podem alterar estados da realidade. Por exemplo, ver além de um véu e enxergar o tempo, o espaço e o próprio universo de uma maneira diversa do que estamos habituados".

Mas apesar das críticas, muitos estudiosos acreditam que o DMT seria a chave para ir além das fronteiras de nossa percepção. O estudo de substâncias como o DMT ainda requer muitas pesquisas e investigação e inúmeras teorias continuam sendo levantadas para explicar seus efeitos. Alguns teóricos sugerem que as entidades não-humanas seriam personificações de aspectos da mente humana imaginados como seres vivos. Há ainda os que acreditam serem estas criaturas a reflexão de componentes espirituais de nós mesmos, projeções de nosso subconsciente universal ou até guias espirituais colocados ali para nos ajudar na transição de nossa percepção. 


O que não faltam são noções estranhas...

As teorias mais bizarras, no entanto, são aquelas que qualificam estas entidades como seres alienígenas ou inter-dimensionais que se vêem atraídos pela entrada de mentes humanas em seu reino. Segundo essas teorias, tais entidades sobrenaturais seriam os habitantes desses reinos que existiriam além, criaturas independentes cuja inteligência e propósito nós podemos apenas supor. Para as tribos primitivas que há séculos utilizam a Ayahuasca eles seriam espíritos, fantasmas, deuses, demônios e seres nativos de esferas distantes, muito superiores aos humanos.

Talvez existam maneiras de obter evidências científicas da existência dessas entidades habitando um lugar separado. Experimentos conduzidos nesse sentido tentam traçar um paralelo entre as diferentes experiências de indivíduos que encontraram essas criaturas após o uso de DMT. O testemunho detalhado de indivíduos e a utilização de diários onde são registradas as experiências individuais de cada pessoa permitem uma comparação de elementos similares, conexos e consistentes entre si.

Não é surpresa que drogas psicoativas e psicodélicas possam provocar poderosas alucinações, e de fato, é exatamente por isso que elas foram usadas por inúmeras culturas ao redor do mundo para propósitos místicos. Há registros de drogas similares sendo usadas pelos aborígenes da Austrália para viagens extra-corporais, no Tibet para comungar com os Tulpas e no Oriente Médio para realizar previsões do futuro. Tribos na América do Sul usavam drogas alucinógenas para promover curas mágicas e elas estavam presentes na África como narcóticos místicos usados em rituais de passagem - jovens só chegavam a idade adulta depois de visitar o mundo espiritual. Pagés da Amazônia usavam certas ervas misturadas em uma beberagem para empreender "jornadas espirituais" nas quais comungavam com deuses e assim ficavam sabendo dos grandes segredos do universo. O saber ancestral registra uma infinidade de tradições místicas nas quais drogas tinham enorme importância.

Mas qual será a verdade a respeito dessas substâncias?

Será que o fenômeno das experiências com DMT apontam para algo que escapa de nossa percepção convencional. Será possível que essas substâncias podem mesmo "abrir as portas para o outro lado" e nos permitir extrapolar nossas percepções?

No final das contas, parece aceitável dizer que alguma coisa de fato acontece quando tais substâncias entram na nossa química cerebral. As narrativas de mundos mágicos e criaturas fantásticas são muito frequentes para serem afastadas como mera coincidência. O que elas representam e se realmente são seres vivos ou tão somente alucinações incrivelmente vívidas, continua sendo um mistério de difícil solução. O debate continua aberto, pesquisadores talvez um dia possam oferecer uma resposta a respeito dos estranhos efeitos dessas substâncias e nas suas alegadas propriedades de permitir ver além.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O Portal dos Deuses - Passagens dimensionais e civilizações antigas


Se você imagina que as alegadas portas e portais para outras dimensões e realidades paralelas, são resultado apenas da interferência do homem com as leis da natureza e da própria fábrica do universo, pense novamente.

O conceito de realidades paralelas e de múltiplos universos já havia sido contemplado há muitos séculos por civilizações ancestrais que acreditavam ser um fato existirem outros universos além do nosso, ocultos da nossa percepção, mas acessíveis por intermédio de certas passagens.

Esses povos acreditavam na existência de alguns lugares no mundo que seriam abençoados (ou amaldiçoados, dependendo de seu ponto de vista) com um tecido da realidade mais fino, do tipo que, com pouco esforço poderia ser atravessado. Tais lugares seriam territórios no qual o sobrenatural se manifestaria com maior frequência, onde coisas estranhas aconteceriam e onde o mundo mágico se faria presente. Não é de se estranhar que tais lugares se convertessem frequentemente em sítios de adoração aos Deuses e entidades poderosas, dignos da construção de templos monumentais ou ainda de peregrinação por parte de seus fiéis. 


Um destes lugares mágicos é a floresta petrificada de Markawasi, localizada nos Andes peruanos. Repleta de pedregulhos de granito que foram entalhados na forma de vários animais e formas humanoides por artistas pré-históricos, a floresta é extremamente misteriosa. Desde tempos imemoriais ela atraía povos nativos, entre os quais os Huasi (antepassados dos Incas) que consideravam o lugar sagrado. Acredita-se que Markawasi tenha sido um dos primeiros lugares a atrair uma concentração de indivíduos que viajavam distâncias consideráveis para visitar o local. Quando pensamos em povos antigos, que viveram no século XIII ou XIV antes de Cristo, raramente os imaginamos abandonando o lugar onde nasceram, cresceram e tinham segurança, mas nesse caso específico, existia uma verdadeira peregrinação de pessoas para visitar ao menos uma vez em suas vidas a floresta.

Estudiosos acreditam que o local foi um movimentado centro religioso para os Huasi e que chegou a contar com cidadelas, templos e acomodações para seus visitantes. A Civilização Inca, que veio muito depois deu o nome Markawasi ao local, que no idioma significaria "casas de dois andares". Ninguém sabe como ele era chamado originalmente ou quem eram exatamente os Huasi e quando viveram na região. Seja qual for a sua idade exata, os restos de prédios e estruturas podem ser encontradas distribuídos em todo platô. Restos de construções e de objetos usados no dia a dia comprovam que os Huasi ergueram não apenas casas, mas oficinas, escolas e até observatórios astronômicos. Há também numerosas chulpas (tumbas) pontilhando as cavernas de pedra e grutas rasas. Corpos naturalmente transformados em múmias pelas condições climáticas são testemunhas de que cadáveres ilustres eram carregados para serem enterrados nesse local especial. Muitos dos cadáveres ainda vestiam ornamentos como máscaras e cetros que os identificam como chefes tribais, poderosos guerreiros e feiticeiros de importância.

Mas o que tornava Markawasi um lugar especial era sua posição estratégica como intercessão entre dimensões. O local todo para os Huasi era sagrado uma vez que formava um eixo através do qual o Reino dos Deuses podia ser acessado.


Explorado por arqueólogos desde o início do século XX, Markawasi sempre possuiu muitas lendas e histórias a respeito de recessos profundos e túneis que levariam ao interior das montanhas. Expedições inteiras teriam desaparecido em busca dessas passagens, contudo muitos acreditam que eles não meramente desapareceram em câmaras subterrâneas, mas foram transportados para outras realidades da qual não conseguiram voltar. As passagens levariam para outras dimensões e quando aqueles que as atravessaram conseguissem atingir a superfície novamente, veriam a si mesmos transportados para outras dimensões.

Indivíduos explorando a Markawasi se queixam frequentemente de uma sensação de confusão e náusea. Os céticos afirmam que isso se deve a altitude e as condições insalubres do deserto, mas há os que acreditam que essa sensação é causada pela influência das outras dimensões. Da mesma maneira, fenômenos incomuns relacionados a magnetismo e eletricidade parecem acontecer com frequência na região inteira. Descargas elétricas espontâneas, bolsões de eletricidade estática, objetos de metal que são atraídos e bússolas girando sem parar são muito comuns. Mais difícil de explicar são os estranhos objetos voadores que são vistos com alarmante frequência, sobrevoando o platô e desaparecendo do nada. Globos luminosos, discos de metal e formas triangulares flutuam sobre as estátuas colossais como se estivessem sondando o ambiente.  

 Os casos de estranheza, no entanto não se limitam a avistamento de OVNIs.

O Dr. Raul Rios Centeno é um respeitado estudioso de Markawasi e ele coletou várias histórias a respeito de pessoas que foram afetadas pelo local e que tiveram experiências com o que poderia ser compreendido como deslocamento dimensional. Um caso citado por Centeno envolvia uma mulher chamada Helena Vidal que foi diagnosticada com uma desordem chamada hemiplegia, que resulta em fraqueza e completa paralisia do lado esquerdo do corpo. 


Helena contou que começou a manifestar essa doença depois de acampar na floresta na companhia de amigos em 1994. Durante uma trilha ela disse que o grupo se deparou com uma estranha cabana que além de ter sido construída num lugar extremamente isolado era bizarra de outras maneiras. A construção tinha uma aparência incomum, parecia rústica, ainda que resistente, tendo sido erguida com pedra. Ao passarem em frente da cabana, algumas pessoas vestindo trajes nativos surgiram do interior carregando tochas. Eles os olhavam como se fossem assombrações. Três dessas pessoas começaram a gritar em um idioma que eles desconheciam enquanto outros se colocaram de joelhos com a testa tocando o chão em uma posição de respeito. A cena surreal durou alguns instantes, sem que o grupo conseguisse entender o que estava acontecendo.

Helena então disse que sentiu uma necessidade de se aproximar e ver mais detalhadamente aquelas pessoas, talvez prestar alguma ajuda. Ao dar dois passos na direção deles sentiu uma força a envolvendo, como se o ar estivesse momentaneamente saturado de eletricidade estática. Helena ainda deu um terceiro passo e nesse momento foi lançada violentamente para trás, repelida por uma força invisível que causou sua paralisia.

Especialistas acreditam que o grupo de Helena inadvertidamente experimentou um vislumbre de uma outra dimensão e que as pessoas que habitavam a cabana puderam ver em contrapartida o que julgaram se tratar de "deuses ou seres incompreensíveis". Centeno conjectura que se Helena tivesse conseguido atravessar a barreira teria cruzado para o outro lado. Quando ela tocou a barreira, esta reagiu e a rechaçou fazendo com que o portal se dispersasse. Com efeito o vórtice de energia danificou seu sistema nervoso. 

A estranha cabana, depois da experiência simplesmente desapareceu como se jamais tivesse existido. E segundo o Dr. Centeno ela realmente jamais existiu... ao menos em nossa realidade.


Centeno colecionou outros testemunhos a respeito de vislumbres de outras dimensões tão ou mais impressionantes que o descrito por Helena Vidal e seus amigos.

Em 1987, uma equipe de arqueólogos da Universidade de Lima realizando expedições no marco de pedra conhecido como Monte da Tartaruga tiveram uma visão notável. Os membros da expedição disseram ter visto um vale tomado de construções de estranha arquitetura como nenhuma outra cuja origem pudessem determinar. Os prédios eram longos e achatados, feitos de pedra escura e divisados por ruas largas pavimentadas por paralelepípedos. Ao olhar com maior cuidado, as testemunhas afirmaram ter visto estranhos seres humanóides de baixa estatura, pele escura e cabeça alongada. A sensação geral é de que eles não eram humanos. As criaturas estavam tão surpresas diante da aparição do grupo, quanto eles. O contato durou apenas alguns instantes e foi marcado por curiosidade de ambos os lados. Então, tão repentinamente quanto começou, a experiência se encerrou e a cidadela desapareceu diante de seus olhos como se jamais tivesse existido.

Mais recentemente, em 2007 um grupo de excursionistas retornou de um acampamento erguido nos arredores do marco rochoso conhecido como Cabeça do Inca com uma história inacreditável. Afirmavam ter visto uma série de globos luminosos mais ou menos do tamanho de bolas de futebol voando. As formas emitiam um brilho intermitente de coloração alaranjada e produziam um ruído de estática. Os globos flutuaram sobre as barracas onde o grupo estava acampado a aproximadamente 10 metros de altura. Depois de alguns minutos eles começaram a se afastar lentamente. Um grupo seguiu os globos de luz até um vale no qual encontraram uma espécie de parede luminosa que flutuava em pleno ar. Os globos mergulharam nessa passagem desaparecendo. Refletido nessa parede os excursionistas conseguiram divisar uma paisagem estranha. Na passagem aberta era dia e não noite, o céu tinha uma coloração esverdeada e o ambiente era completamente diferente. O portal ficou aberto por mais alguns segundos, quando desapareceu em um flash de luz deixando no ar um cheiro de ozônio.

Surpreendentemente, o Peru possui outro local onde estaria localizado um famoso portal dimensional. Conhecido como Puerta De Hayu Marka, ou "Portão dos Deuses" ele se localiza  a apenas 1200 quilômetros ao sudoeste de Lima e é um marco bastante conhecido por observadores de OVNIs e entusiastas de histórias estranhas.


O Portão dos Deuses é uma grande parede de rocha com 23 metros de altura e que parece ter sido deliberadamente trabalhada para ficar lisa. Mais do que uma simples atração para turistas e uma fonte de fascínio para arqueólogos, os nativos acreditavam que o paredão um dia serviu como portão para outras dimensões. De acordo com Mitos dos Incas, a passagem serviu como acesso para que deuses ancestrais entrassem em nosso mundo na aurora dos tempos. A passagem teria sido lacrada pelos deuses, mas estes entregaram a sacerdotes um disco de ouro que poderia ser usado para ativar a passagem e abrir a porta para seu retorno. Segundo as lendas, os sacerdotes poderiam viajar através desse portal e também receber a visita dos seres que habitam o outro lado.

As lendas mencionam que esse disco sagrado foi encontrado depois de ter caído do céu, e que ao menos um sacerdote depois de se aventurar através da passagem jamais retornou. É interessante que geólogos estudando a face rochosa de fato encontraram uma depressão no topo da passagem onde supostamente um objeto em forma de disco poderia ser encaixado. As lendas antigas não mencionam o que teria acontecido com o disco que permitia ativar o portal, mas há rumores de que a peça teria sido escondida depois de uma guerra. Como punição por perder a ferramenta que ativava o portão os nativos teriam sido punidos com uma doença mortal que devastou sua população. Outros rumores mencionam que no dia em que o Portal dos Deuses for ativado uma vez mais, o mundo passará por uma mudança dramática e que a raça humana descobrirá a sua verdadeira origem.

Algumas pessoas sensíveis descrevem uma sensação inquietante ao se aproximar do monumento de pedra. Descrevem alucinações bastante vívidas nas quais vêem estrelas, pilares de fogo e até experimentam episódios fora do próprio corpo nos quais enxergam a região como era há séculos. Algumas narrativas citam uma ligação desse portal com ao menos outros cinco paredões de pedra semelhantes, como o existente nas Ruínas de Tiahuanaco. Traçando uma linha reta sobre cada um desses portais, o ponto de intercessão deles é exatamente sobre o Lago Titicaca. Alguns teóricos supõem que se por acaso todos os portais forem ativados simultâneamente, o Grande Lago também se abrirá, permitindo "a passagem dos Deuses em seus navios voadores". 


Seja lá por qual razão a Puerta De Hayu Marka foi criada, trata-se de uma história intrigante que merece o apelido de "Portal Estelar do Mundo Real".

Civilizações no passado pareciam saber mais a respeito dessas alegadas passagens dimensionais do que nós hoje, talvez por que no passado distante eles tenham de alguma maneira se comunicado com os seres que estão além e visto estes seres como Deuses. Talvez um dia sejamos capazes de entender o significado desses lugares místicos e seu propósito, Mas por enquanto, eles permanecem como testemunhas silenciosas dos tempos em que os deuses podiam ser encontrados, bastando para isso cruzar uma porta. 

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Ritual no CERN - Uma filmagem mostra um Sacrifício Humano


Quando o lugar onde você trabalha enfrenta rumores de que pode a qualquer momento criar um buraco negro, abrir portais dimensionais para o Inferno, rasgar o próprio tecido da realidade, você deve estar preparado para responder a essas acusações com fatos, assegurando a todos de que suas intenções são as melhores possíveis. Certo?

Oficiais da European Organization for Nuclear Research (CERN), responsável pelo Large Hadron Collider (LHG), precisam lidar com todo tipo de teoria conspiratória desde seu primeiro dia em funcionamento, mas agora as coisas ficaram ainda mais estranhas. 

Um grupo postou na internet um video no qual pessoas mascaradas participam do que parece ser um ritual no interior do CERN. Os responsáveis pelo centro conseguiram provar que o vídeo não passa de uma fraude encenada, um tipo de brincadeira, mas o rumor está sendo usado como munição para os críticos do Acelerador de Partículas instalado em Genebra, Suíça. 

O vídeo surgiu no You-Tube e na página do Facebook do grupo Stranger than Fiction em 11 de agosto de 2016. Nele um grupo de pessoas vestindo mantos compridos com capuz, encena o que parece ser um tipo de ritual macabro de magia negra no qual ocorre um sacrifício humano. Ao final da sequência, uma mulher deita-se no chão e um dos participantes se curva sobre ela com uma faca. Aparentemente, a gravação foi feita por uma pessoa que está no segundo ou terceiro andar de um dos prédios e assusta-se com o que vê, parando de registrar a movimentação.


A agência de notícias francesa AFP contatou o CERN a respeito do video e um oficial confirmou alguns detalhes a respeito dele:

"As cenas foram realmente filmadas no CERN, mas sem a permissão ou conhecimento dos dirigentes da instituição. O CERN não aprova esse tipo de atividade, categorizada como de mau gosto e que pode criar um mau entendimento a respeito de suas atividades. A entrada de pessoas na área carece de identificação e checagem eletrônica noite e dia", afirmou o relações públicas da instituição em uma entrevista coletiva.

Então como essas pessoas conseguiram encenar uma cena de sacrifício humano de baixo do nariz de um dos melhores sistemas de segurança do mundo? Boa pergunta.

Um porta-voz do CERN confirmou que as pessoas que aparecem no vídeo devem ser funcionários e que portanto possuem credenciais para entrar e sair do lugar. Com base nas câmeras e monitoramento de credenciais, a segurança do CERN espera encontrar os funcionários envolvidos na brincadeira que receberão sanções administrativas.


A polícia de Genebra investigou o vídeo desde o momento em que ele foi divulgado na internet e uma vez que verificaram se tratar de uma farsa deixou a questão nas mãos do CERN para que eles cuidem do assunto internamente. 

O LHC é o maior acelerador de partículas do mundo construído no subsolo entre a França e a Suíça para realizar pesquisas em física de partículas. O instrumento científico foi usado para a descoberta do bóson de Higgs, a chamada “partícula de Deus”. Construído pelo CERN, o acelerador de partículas levou mais de 10 anos para ficar pronto e custou mais de 7,5 bilhões de dólares.

A divulgação do vídeo, visto milhares de vezes desde que foi postado na internet, reviveu a lembrança sobre os rumores apocalípticos que circulavam no período prévio à primeira colisão entre prótons do LHC, em 2010. Um deles alegava que os experimentos do CERN gerariam um buraco negro que poderia absorver o planeta em questão de uma hora e meia, o que a organização desmentiu várias vezes, explicando que os experimentos são totalmente seguros.

Assista aqui o vídeo:

sábado, 5 de maio de 2018

O Portal do CERN - O Acelerador de Partículas poderia abrir portais dimensionais


"Através dessa porta pode vir alguma coisa, ou nós poderemos enviar algo através dela. Seja como for, isso irá mudar nosso mundo para sempre".

Sergio Bertolucci

Se qualquer parte dos rumores a respeito do portal dimensional de Ong Hat é verdade, ele não seria a única vez em que a ciência tentou abrir essas passagens. 

Desde que foi colocado em operação em setembro de 2008, o Large Hadron Collider (LHD), administrado pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, ou CERN, se converteu em uma fonte até o momento inesgotável de alegações bizarras a respeito de passagens interdimensionais e incríveis bizarrices. O maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo, o LHC está localizado a 90 metros de profundidade diretamente abaixo do Centro de Controle do CERN em Genebra, Suíça, e é composto de uma imensa estrutura em forma de looping com aproximadamente 27 quilômetros de comprimento.

Basicamente essa estrutura acelera partículas subatômicas no túnel até atingirem velocidades extremas com o objetivo de chocá-las umas contra as outras para testar o que acontece. Isso teoricamente explicaria muitos dos segredos de nosso universo, sobretudo o que levou a sua criação, em condições semelhante às do Big Bang. Possivelmente, uma das maiores descobertas ligadas aos experimentos realizados no LHC seja a observação de partículas do Boson de Higgs que até então não passava de uma teoria. 

Ok, assim como a maioria das pessoas, eu confesso que entendo muito pouco de tudo isso e que a maioria dessas noções e conceitos não passam de nomes e termos técnicos indecifráveis. Talvez seja a falta de informações que envolve o LHC, desde a sua construção, em rumores. Não faltam pessoas receosas e até aterrorizadas com a sua existência e implicações.


A mera presença de uma instalação científica tão grande localizada nas profundezas, sua assustadora premissa de estar chocando partículas aceleradas na velocidade da luz, e o fato de ser administrado por cientistas trabalhando em estranhos experimentos, ajudou a criar uma certa reputação, causando preocupação no público e gerando as mais esquisitas teorias sobre o que acontece lá embaixo, sem que ninguém saiba.

Além das teorias alarmistas de que a operação do LHC poderiam criar mini-buracos negros ou desfazer a própria realidade, existem outras ideias e rumores de que o CERN realiza experimentos ultra-secretos nas suas instalações nas entranhas da terra. 

Uma das teorias da conspiração mais populares é que a instalação estaria tentando romper a barreira existente entre as dimensões com o objetivo de criar condições para gerar teleportação, criar portais para realidades alternativas e acessos físicos para outros planos de existência. Um dos temores principais é que abrir uma dessas portas poderia ser incrivelmente perigoso, não apenas por que não sabemos o que existe do outro lado, mas por que, o que está do outro lado, imediatamente tomaria conhecimento de que nós existimos e poderia vir até nós. Esse temor chegou a receber o nome extra-oficial de "teoria da mão dupla", uma vez que define muito bem o receio destas pessoas. Por essa teoria temos uma situação e que um portal dimensional poderia constituir uma rota de entrada em nosso mundo para entidades e indivíduos potencialmente agressivos. Alguns pesquisadores sugerem que enquanto um portal poderia constituir um grave risco de segurança, uma janela - através da qual a outra realidade seria meramente observada, teria menos risco. 

Existem entretanto, teorias mais "esotéricas" que incluem a crença de que o acelerador de partículas poderia ferir o tecido da realidade de tal maneira que uma porta para o Paraíso e para o Inferno poderia se formar. Isso permitiria a entrada física em Reinos Espirituais elevados, para onde não deveria existir acesso material. Um enorme rumor surgiu em 2012 de que cientistas do CERN teriam estabelecido contato com Gigantes Bíblicos conhecidos como Nephilim através de um portal aberto quando o LHC foi acionado em sua plenitude e sofreu uma pane. O boato causou uma reação tamanha que a direção do CERN teve que vir à público e explicar que o desligamento foi realizado por um defeito e que nunca houve nenhum risco e menos ainda contato com agentes divinos.


Alguns pesquisadores do assunto acreditam que portais dimensionais poderiam surgir através do choque de partículas que danificariam a realidade como conhecemos. Stephen Quayle é um respeitado estudioso que conjecturou a possibilidade de que virtualmente qualquer coisa poderia existir em outras realidades. Para Quayle, não há como sondar quais seriam as formas de vida nativas em outra realidade. Ele explica que o LHC é como um estilingue que arremessa partículas muito leves através de um pedaço de tecido esticado. Esse tecido, que representa a parede de nossa realidade resiste a maioria dos choque, mas eventualmente partículas em alta velocidade acabariam produzindo um rasgo e este causaria a abertura de uma passagem.

Quayle não mede as suas palavras quando dá a sua opinião a respeito das graves consequências dos experimentos do CERN:

"O homem está brincando de Deus, em busca da partícula divina, e pode encontrar muito mais do que deseja, abrindo portas para realidades potencialmente perigosas. Existe o risco de encontrar seres inter-dimensionais tão estranhos e inumanos que o mero contato com eles poderia representar a nossa destruição. A maioria dos cientistas refutam essa possibilidade e tratam esse receio como "medo do sobrenatural", contudo, há motivos para temer, não por acreditar que existam "anjos" ou "demônios" nos reinos além de nossa dimensão, mas por que é bem possível que nós, como raça, não estejamos preparados para a implicação desse encontro. Abrir essa Caixa de Pandora pode nos colocar frente a frente com algo que foge inteiramente à nossa compreensão".  

Embora essas teorias possam ser consideradas extremas e a maioria dos cientistas as considerem sem base, a ideia de que existe perigo em abrir passagens dimensionais persiste. Os teóricos da conspiração tendem a oferecer como "provas" de que a operação do LHC já produziu resultados, fotografias e filmagens de objetos desconhecidos sobrevoando o CERN. Nos últimos anos várias gravações mostrando OVNIs, estranhos vórtices, globos luminosos e outros fenômenos aéreos foram obtidos por indivíduos que acreditam se tratar de atividade inter-dimensional.


Em dezembro de 2015 uma filmagem foi feita por um grupo de turistas que viram uma espécie de globo luminoso flutuando no ar sobre o CERN. O estranho objeto que emitia um brilho alaranjado entrava e saía de portais suspensos semelhantes a vórtices sumindo e reaparecendo instantes depois. Outro vídeo similar, feito em maio de 2016 mostra o que supostamente seria um portal em meio às nuvens aparecendo sobre uma aleta de ventilação do CERN. O portal se forma por alguns segundos no exato momento em que uma pane de energia ocasiona o desligamento das instalações. O CERN emitiu uma nota afirmando que o incidente da pane foi causado por uma raposa que causou danos a uma máquina sensível. É interessante perceber que uma série de ocorrências anômalas que ocorreram no CERN parecem coincidir com falhas de funcionamento e blackouts, como um suposto surto de energia em 2009. 


Outro acontecimento recente que foi fotografado ocorreu justamente quando o CERN realizava um importante experimento em 24 de junho de 2016. O projeto em questão foi batizado de Advanced Proton Driven Plasma Wakefield Acceleration Experiment, ou AWAKE, cujo objetivo era acelerar partículas super-carregadas através dos "wakefields de plasma guiados por um raio de protons". Não me pergunte o que isso significa, mas o nome é suficientemente longo e assustado o bastante para soar como algo assustador. No momento em que o LHC entrou em operação uma estranha nuvem em forma de portal se formou sobre os céus da instalação.


Também em repetidas ocasiões, quando o LHC foi acionado, incidentes inexplicáveis foram reportados ao redor do mundo. Um estranho acontecimento que não foi oficialmente confirmado envolveria um avião da Companhia aérea LAB que teria sido transportado com seus 170 passageiros da Bolívia para as Ilhas Canárias, a milhares de quilômetros de distância. O incidente teria ocorrido com a abertura de um portal que levou o veículo de um ponto a outro no exato momento em que o acelerador estava em operação.

Em junho de 2013, o LHC foi ligado uma vez mais para um experimento a respeito de supersimetria e busca pela dark matter. Novamente um estranho fenômeno foi reportado, dessa vez em Perth, Australia. No exato momento em que acelerador estava em funcionamento um misterioso vórtice luminoso foi visto sobre a cidade durando alguns segundos. A imagem catada por canais de televisão locais se tornou viral.

Enquanto fotografias e vídeos como estes podem ter uma explicação razoável e serem comprovados como fenômenos naturais ou meros efeitos especiais, existem muitas pessoas dispostas a apontar o dedo para o CERN como causador de tais incidentes. De fato, algumas pessoas chegam a afirmar que os testes do LHC já rasgaram o tecido da realidade e operou mudanças sutis em nosso universo criando um fenômeno chamado Efeito Mandela, acontecimentos que parecem estranhamente manipulados por mudanças sutis na memória de pessoas que experimentam lapsos de tempo. [Sobre isso falaremos em um próximo artigo]

Adicionando combustível a essas suspeitas de que há algo sinistro a respeito do CERN, existem ainda muitas outras teorias de conspiração como por exemplo a construção de uma estátua da Deusa Hindu Shiva que tem o título "O Destruidor" nos arredores das instalações. Teóricos também chamam a atenção para o fato de que as letras de CERN serem as quatro primeiras letras do nome CERNUNNOS que é o Deus Pagão do submundo. 

E não para por aí, o CERN está parcialmente localizado abaixo da cidade francesa de Sant-Genus-Poilly, e alguns atentam para o fato de que Poilly vem de Appolliacum, ou em Latim o nome pelo qual atendiam os Templos dedicados ao Deus Apolo. O mesmo Apollo que segundo as lendas da região teria construído na antiguidade um portal conectando nosso Mundo ao Submundo de Hades.


Tudo isso é claro pode não passar de mera coincidência, teorias loucas, farsas bem feitas e pânico injustificado. Realmente não se sabe se essa máquina seria capaz de abrir passagens interdimensionais ou portões para outras realidades, mas uma coisa que podemos ter certeza é que não são apenas as pessoas comuns que tem receio do potencial do CERN e seu acelerador de partículas gigante, ou que temem os efeitos colaterais dos experimentos realizados nas instalações. 

O lendário físico Stephen Hawkins, falecido recentemente, alertou que um equipamento como o LHC poderia criar um buraco negro que acabaria com todas as formas de vida como as conhecemos. Até mesmo o diretor de pesquisas e computação do CERN, Sergio Bertolucci afirmou que abrir portas para outras dimensões estaria dentro das possibilidades do projeto. Não podemos afirmar que o LHC está sendo usado para pesquisas que permitirão a abertura deliberada ou não de portais, mas parece certo que teorias de conspiração e teorias continuarão a cercar o lugar enqunanto ele continuar em operação.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O Portal - Uma história surreal sobre Exploradores inter-dimensionais


Há muitas teorias que buscam corroborar a noção de que existem incontáveis realidades e dimensões além da nossa, e que de tempos em tempos essas realidades se sobrepõem. Com esse conceito surge a noção de que viajar entre as dimensões também pode ser possível e que portais que garantem o acesso entre reinos distintos já foram abertos.

Intrigante, assustador, e sempre estranho, esses casos de alegados portões capturam a nossa imaginação, e nos fazem pensar: "Se realmente dimensões alternativas existem, o que podemos fazer para visitá-las"?

Talvez a história mais famosa e surpreendente a respeito da existência de um portal inter-dimensional diga respeito a cidadezinha de Ong Hat (Chapéu de Ong), um ponto no mapa como vários outros vilarejos abandonados espalhados através dos remotos Montes Pinhais no estado norte-americano de New Jersey. Supostamente recebendo seu nome graças a um homem chamado Ong, que foi atingido em cheio por um pinheiro, bem em cima do chapéu que estava usando, a cidade surgiu a partir de uma simples cabana e se desenvolveu. Por volta de 1860, o vilarejo prosperou e se tornou uma cidade movimentada graças ao contrabando de bebida ilegal que supria a demanda das cidades vizinhas. Infelizmente, Ong Hat experimentou um declínio dramático nos anos seguintes, e por volta de 1930 estava inteiramente abandonada. Embora ainda aparecesse nos mapas, ela foi reduzida a ruínas tomadas pelo mato, prédios caindo aos pedaços e espaços vazios.

O pequeno assentamento rural provavelmente não seria nada além de uma cidade fantasma se não fosse por um curioso livro chamado "Ong Hat: O Início", escrito pelo pesquisador Joseph Matheny e publicado em 2002, o livro afirma que entre 1978 e 1982, Ong Hat se tornou o centro de um estranho culto que tinha planos audaciosos que envolviam entre outras estranhezas a exploração de outras dimensões.

É claro, não há como corroborar praticamente nada nessa história absurda, mas isso não a torna menos sensacional.


Segundo a história, o líder da Seita seria um rico imigrante persa chamado Wali Fard, próximo do Xá Reza Pahlevi e com considerável influência no país antes da Revolução religiosa dos Aiatolás ocorrida em 1979. Sua família havia feito fortuna importando e exportando objetos de arte do oriente, entre os quais tapetes persas muito apreciados.

Na juventude, Fard, foi membro de outra sociedade estranha conhecida como Igreja Ortodoxa Mourisca da América uma seita islâmica herética. Criada em 1950 por músicos, poetas e artistas de descendência oriental, a Igreja tinha como principal objetivo espalhar conhecimento místico, supostamente obtido com mestres yogues, e fazer com que o ocidente abraçasse uma profunda revolução espiritual, necessária segundo as crenças para a continuidade da raça humana. A Igreja realizava experiências sensoriais através do uso de drogas, seus membros estavam engajados em rituais de cunho sexual e pregavam o fim dos governos e da autoridade. Os membros se reuniam em casas consagradas como templos onde conduziam cerimônias e tomavam parte em orgias. Em pleno auge do Macarthismo a postura liberal começou a incomodar e quando alguns associados foram taxados de subversivos, por terem afinidade com socialistas, a Igreja fechou suas portas e os membros se dispersaram.

Nessa época, Fard já havia partido em uma viagem de auto-conhecimento pelo oriente na qual buscava respostas para seus próprios questionamentos. Ele estudou várias filosofias, práticas místicas e doutrinas espirituais ensinadas na India, Persia e Afeganistão. Nessa peregrinação ele aprendeu meditação, técnicas de ioga e como realizar milagres de cura, ou assim dizia. Mais importante, ele descobriu que estava destinado a construir sua própria Ordem Religiosa e se converter em um líder espiritual tão importante quanto Buda, Maomé e Jesus Cristo.

Fard era um sujeito excêntrico, para dizer o mínimo, mas estava determinado a cumprir o que considerava ser o seu destino. Ao retornar aos Estados Unidos ele se fixou na região dos Montes Pinhais de New Jersey onde adquiriu uma propriedade de 200 acres onde antigamente ficava a cidade de Ong Hat. Seu objetivo era se instalar naquela região e construir uma comunidade que pudesse abrigar todas as pessoas que estivessem interessadas em ouvir seus ensinamentos. Graças a ajuda de voluntários e de recursos financeiros pessoais, Fard deu início à construção do complexo que tinha casas, centro comunitário, refeitório, auditório e outras comodidades. Um número considerável de seguidores logo foi atraído e estes passaram a auxiliar na construção da sede da seita batizada como Centro de Ciência Mourisca Ashran ou simplesmente Centro Ashran.

Uma vez fixado em Ong Hat, o livro afirma que um grupo heterogêneo de desajustados - formado por vagabundos, moradores de rua e indivíduos tão excêntricos quanto o próprio Fard, passaram a viver e trabalhar na comunidade. Entretanto, entre as pessoas atraídas para o Centro Ashran estavam dois indivíduos que destoavam do restante. Eram os cientistas Frank e Althea Dobbs, irmão e irmã que tinham sua própria história bizarra.


Os Dobbs haviam crescido no Texas, dentro de uma comunidade fechada que venerava supostas Espécies Alienígenas. Eles acreditavam que alguns poucos humanos seriam levados para outro planeta quando se aproximasse o Fim do Mundo. Os irmãos haviam realizado pesquisas em Princeton com algo chamado "Teoria do Caos Cognitivo", um conceito bastante complexo que envolvia estimular partes do cérebro para desenvolver um vasto potencial mental adormecido. Esse estímulo despertaria faculdades mentais resultando em percepção extra sensorial, telepatia, telecinese entre outros dons psíquicos. Os irmãos atraíam muitas críticas dos seus pares e eventualmente acabaram sendo expulsos da universidade por se negar a divulgar resultados de suas pesquisas. 

Ao que tudo indica, os Dobbs jamais conseguiram graduação acadêmica, mas afirmavam ter PhD em Psicologia e Física. Quando ouviram falar de Wali Fard, viram nele não apenas uma espécie de alma gêmea, mas alguém disposto a ouvir e até acreditar nas suas teorias controversas. À convite do líder da Seita, Frank e Althea Dobbs se mudaram para a o Centro Ashran onde foram apresentados como pessoas que fariam um importante trabalho. Eles imediatamente construíram uma espécie de laboratório em um celeiro abandonado onde instalaram todos os seus projetos. Lá pretendiam prosseguir em seus estudos, livre dos olhares de reprovação dos outros acadêmicos. 

Fard ficou tão fascinado com o trabalho dos irmãos que criou o "Instituto dos Estudos do Caos" uma fundação que visava promover pesquisas e angariar fundos para a compra de equipamento. Os Dobbs acreditavam que estimulando determinados pontos chave do cérebro conseguiriam promover curas com o poder da mente, extirpar doenças fatais e até prolongar a vida. As promessas miraculosas dos cientistas atraíram vários investidores que aceitaram custear os estudos por mais estranhos que fossem. Eventualmente este incentivo permitiu que outras frentes de pesquisa fossem abertas, algumas com propostas bizarras.

Em três anos os irmãos se dedicavam a um projeto específico chamado "O Ovo" no qual voluntários da seita mergulhavam em câmaras de privação sensorial, enquanto eram conectados a eletrodos para sondar suas ondas cerebrais e mapear os padrões desejados. Experimentando com sexo, drogas, hipnose e indutores de ondas mentais, os cientistas acreditavam que conseguiriam desvendar os mistérios da mente humana, que seriam muito úteis na próxima etapa de suas pesquisas. E é aqui que as coisas ficam realmente bizarras! O plano envolvia estimular a consciência humana até um nível quântico, o que os cientistas supunham permitiria romper as barreiras entre dimensões paralelas.

Os Dobbs desenvolveram um aparelho que chamaram "Máquina da Quarta Geração", que emitia pulsos elétricos para estimular áreas específicas do cérebro e induzir uma percepção profunda da realidade. Os voluntários mais adequados para a experiência foram selecionados e começaram a receber as doses da Máquina. Em palavras leigas, uma pessoa passando pelo tratamento seria capaz de perceber e interagir com outras realidades, abrindo portas para sua percepção acessar outras dimensões. Fard ficou extremamente impressionado com essa linha de pesquisa e destinou grande parte dos recursos da seita a esse projeto batizado como "O Portal".


Eles teriam realizado vários testes para explorar realidades alternativas. Em um dos experimentos bem sucedidos um dos voluntários conseguiu desaparecer fisicamente, materializando-se cerca de 4 minutos depois afirmando ter viajado para outra dimensão. Em experiências posteriores, os voluntários conseguiram romper a barreira por até 17 minutos o que permitiu uma exploração mais extensa. Nessa ocasião eles teriam encontrado um lugar abundante em vida vegetal e água, mas sem presença humana. Os exploradores trouxeram amostras de água, solo e vegetação que foram devidamente estudadas. Seus planos seguintes envolviam expedições mais profundas e uma exploração cuidadosa da nova dimensão que eles haviam acessado.

Mas no rastro de suas notáveis descobertas, havia um desastre preste a acontecer.

A base do exército americano em Fort Dix que ficava nas imediações dos Montes Pinhais de New Jersey, teve um grave vazamento de material radioativo. O governo ordenou que os residentes da área, inclusive os moradores do Centro Ashran, evacuassem o local imediatamente, mas estes se negaram acreditando que os militares estavam tentando se apoderar do "Projeto Portal". Segundo algumas histórias os militares já tinham conhecimento do teor das pesquisas no centro, para alguns eles até estariam entre os principais patrocinadores das pesquisas. Prevendo seus muitos usos, eles desejavam tomar para si todo projeto.

De acordo com o livro de Joseph Matheny, uma unidade militar foi enviada para remover as pessoas que continuavam no complexo e estas reagiram com vigor. Estimuladas pelo próprio Wali Fard, os cultistas receberam armas e prepararam uma emboscada antes da chegada dos militares. O que se seguiu foi um verdadeiro banho de sangue com várias pessoas ligadas a Seita sendo mortas pelos soldados e outras tantas capturadas. Em meio a confusão, um grupo que já havia participado de explorações dimensionais realizou o salto para outra realidade buscando escapar do massacre.

Matheny afirma que muitos documentos e maquinário do "Projeto Portal" foram confiscados pelos militares que recolheram o material em caminhões que seguiram para bases militares a fim de serem desmontados e estudados. Os Irmãos Frank e Althea Dobbs também foram conduzidos para interrogatório e segundo rumores acabaram sendo alistados compulsoriamente para trabalhar para o governo em uma instalação secreta, dando continuidade ao Projeto Portal. 

Fontes não oficiais assumem que nove membros do Centro Ashran teriam morrido no enfrentamento com os militares, enquanto trinta e oito pessoas foram presas e posteriormente liberadas. Muitas delas tiveram de assinar acordos oficiais de confidencialidade nos quais se comprometiam a jamais revelar o ocorrido. Wali Fard supostamente se encontrava entre estes prisioneiros. Ele não chegou a ser processado formalmente, mas teria sido deportado em 1984, encontrando asilo na França. Ele morreu em Paris no ano de 1989 de causas naturais. 


Matheny contou ter recebido acesso a documentos apresentados por uma pessoa que trabalhou no Ashran e esteve envolvido no Projeto Portal. Por isso teria conseguido salvar plantas e registros das explorações dimensionais. O material chamado "Incunabula Catalog" foi parcialmente postado na internet no início dos anos 1990 e despertou alguma curiosidade na época. A identidade da pessoa que supostamente entregou a Matheny esses arquivos foi mantida em segredo. Ele revelou, no entanto, que pelo menos 15 pessoas conseguiram "escapar" para a dimensão antes da chegada dos militares na tomada do Centro Ashrad. Uma vez que a Máquina da Quarta Geração foi desligada eles ficaram presos na outra dimensão onde já planejavam estabelecer uma colônia. O destino destes "exploradores interdimensionais" permanece desconhecido.   

Fontes oficiais preferiram não se manifestar a respeito do controverso trabalho de Joseph Matheny. 

Considerando sua natureza dramática, a falta de qualquer evidência, e de fatos capazes de corroborar sua narrativa, a maioria das pessoas acredita que o livro não passa de uma bem engendrada ficção científica que ganhou fama na internet até atingir o status de teoria conspiratória. Entretanto, ainda existem pessoas dispostas a acreditar que pode haver um fundo de verdade nessa incrível narrativa. Seja qual for o caso, é certamente uma história estranha e Ong's Hat continua a fornecer combustível para teorias a respeito de experiências com viagem interdimensional.

O local hoje está vedado ao acesso de civis, o terreno foi arrendado pelo exército norte-americano e é supervisionado pela Base de Fort Dix.